Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Nível do Alto Tietê sobe após 45 dias em baixa e Cantareira fica estável

Atravessando crise severa, o Alto Tietê está com apenas 13,1% da capacidade, enquanto o Cantareira opera com 15% do volume

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2015 | 09h38

SÃO PAULO - O Sistema Alto Tietê, o mais afetado pela crise hídrica, voltou a registrar aumento do volume armazenado de água após 45 dias seguidos em baixa. Segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), publicado nesta terça-feira, 8, também houve aumento no nível de outros três sistemas. Já o Cantareira, considerado o principal manancial de São Paulo, permanece estável pelo segundo dia.

Sobre a região do Alto Tietê, as chuvas somaram 23,9 milímetros nas últimas 24 horas - volume superior à soma de todos os dias de agosto. Apesar do índice expressivo, a variação de água represada nos reservatórios que compõem o sistema foi baixa, apenas 0,1 ponto porcentual.

O manancial opera com apenas 13,1% da capacidade, já considerando uma cota de 39,4 bilhões de litros de volume morto, adicionada no ano passado. No dia anterior, o índice era de 13%. A última vez em que o Alto Tietê havia registrado aumento foi no dia 26 de julho, quando o sistema subiu de 18,4% para 18,5%. Desde então, o manancial perdeu 5,4 pontos de água armazenada.

Cantareira. Responsável por atender 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira continua com 15% da capacidade, mesmo índice do dia anterior, após ter chovido 17,5 mm na região. Esse cálculo, tradicionalmente divulgado pela Sabesp, leva em conta dois volumes mortos acrescentados no ano passado.

O Cantareira, no entanto, não registra aumento do volume armazenado de água desde o dia 27 de julho, quando subiu de 18,8% para 18,9%. No cálculo negativo,o sistema permanece com - 14,3%. O terceiro índice do sistema também não sofreu variação e aponta o manancial com 11,6%.

Outros mananciais. O nível de outros três mananciais registrou alta nesta terça. O maior aumento foi no Guarapiranga, responsável atualmente por abastecer o maior número de pessoas (5,8 milhões). O sistema subiu 0,7 ponto porcentual, passando de 66,5% para 67,2%.

O Alto Cotia aumentou 0,4 ponto e opera com 52,3%, ante 51,9% no dia anterior. Já o Rio Grande subiu 0,1 e está com 80,2%.

O Rio Claro, contudo, foi o único sofrer perda de água represada. O sistema opera com 57% da capacidade: 0,3 ponto porcentual a menos do que no dia anterior, quando registrava 57,3%.

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