Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Nível de reservatório cai e Sorocaba dá início a racionamento parcial

Abastecimento foi interrompido de 6h às 18h em bairros da região de Aparecidinha e de 18h às 6 h em comunidades na área do Éden

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

07 Julho 2014 | 15h54

SOROCABA - Desde a manhã desta segunda-feira, 7, bairros da zona leste de Sorocaba estão recebendo água em horários alternados. O racionamento foi adotado depois que a água captada em duas represas particulares não foi suficiente para elevar o nível do reservatório do Ferraz, que abastece as regiões do Éden e de Aparecidinha, onde vivem pelo menos 60 mil habitantes. Com o volume cedido por particulares, o reservatório chegou a subir 28 centímetros, mas o calor no final de semana elevou o consumo e fez o nível baixar novamente.

O abastecimento está sendo interrompido das 6 às 18 horas em 16 bairros da região de Aparecidinha e das 18 às 6 horas em 17 comunidades na área do Éden. De acordo com o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE), a medida é necessária para evitar que a falta de água se torne generalizada na região. O rodízio será suspenso assim que as condições hídricas melhorarem. No restante da cidade, abastecido pela Represa de Itupararanga, o fornecimento de água continua normal.

A estiagem prolongada, com chuvas abaixo do normal desde janeiro, já comprometeu o abastecimento em outras nove cidades das regiões de  Sorocaba e Campinas. Em Itu, desde o final de junho, a cidade toda está sendo abastecida em dias alternados. A represa do Itaim, principal reservatório da cidade, atingiu o nível histórico mais baixo, com 4% da capacidade. Em Saltinho, a população tem abastecimento seis horas por dia. São Pedro, Cosmópolis, Valinhos, Santo Antônio de Posse, Rio das Pedras, Vinhedo e Cordeirópolis também adotaram o racionamento em razão da estiagem.

Poluição. Em Salto, região de Sorocaba, a seca provocou forte queda no nível do Rio Tietê, agravando a poluição na área central da cidade, cortada pelo rio. No Salto, principal atração turística, a queda d'água quase desapareceu, expondo rochas e pedras que não eram vistas havia décadas. O nível do Tietê no trecho está cinco metros abaixo do normal nesta época. Com a concentração da poluição, forma-se espuma e o mau cheio volta a incomodar os moradores.

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