Nível de raios ultravioleta já é maior do que no inverno passado

Além dos índices de ozônio e da baixa umidade, especialistas alertam para os [br]riscos da radiação solar

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2010 | 00h00

A persistência de uma forte massa de ar seco e quente sobre São Paulo tem aumentado a intensidade da radiação ultravioleta (UV). Durante todo o mês de agosto, a radiação esteve pelo menos um ponto acima do registrado no mesmo período do ano passado. Nestes últimos dias, o índice UV tem ficado em torno de 8, considerado muito alto, numa escala de 1 a 14.

Em dias ensolarados e de céu limpo, raios UV chegam com força à superfície e aumentam riscos de doenças de pele e câncer. Agosto já começou com radiação em torno de 6, valor classificado como alto, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec). Entre 1 e 2, ele é baixo; de 3 a 5, moderado; entre 6 e 7, alto; de 8 a 10, muito alto. Acima de 11 é considerado extremo.

Com índice 8, como anteontem, uma pessoa de pele branca pode sofrer prejuízos com uma exposição ao sol maior que 7,5 minutos, segundo o Cptec.

O pesquisador do Cptec Plínio Carlos Alvala explica que praticamente toda a radiação solar possível nesta estação tem atingido São Paulo. "Com o céu aberto, a obstrução da radiação tem sido pequena", alerta. "Um tempo mais nublado chega a diminuir em até 15% o UV."

Alvala recomenda um cuidado maior na praia. "As pessoas permanecem debaixo do guarda-sol e acham que estão protegidas. Mas a areia reflete muito a radiação." Em cidades como Santos e Ubatuba, no litoral paulista, a radiação também tem ficado em torno de 8.

De acordo com o dermatologista Mauricio Mendonça, a combinação de clima seco e radiação UV alta é perigosa. "Com o clima seco, as pessoas já estão com a pele desidratada. O UV alto só aumenta o impacto", diz ele.

Especialistas chamam a atenção para o uso diário de filtro solar, mesmo no inverno . "O estrago da radiação é cumulativo. Se foi intenso hoje, vai ter consequências no futuro."

PRESTE ATENÇÃO

1.A intensidade dos raios solares é maior entre as 10 e as 16 horas, mesmo no inverno. É aconselhável não se expor nesse período.

2.A radiação está intimamente ligada à nebulosidade. Em dias de céu aberto, ela será maior, mesmo na sombra.

3.Médicos recomendam o uso diário de filtros solares, de acordo com o tipo de pele. O ar seco ainda é uma agravante, porque resseca a pele.

4.Na praia, guarda-sol não basta para proteger a pele. A areia reflete a radiação.

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