Rene Moreira/Estadão
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Nível de Furnas vai a 9% e beira o colapso

Represa está mais de 15 metros abaixo do limite e sistema pode ter pane se mantiver tendência de queda

Rene Moreira/Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2015 | 17h26


FRANCA - Nem mesmo as chuvas que atingiram a região sul de Minas Gerais foram capazes de reverter a queda na represa de Furnas. Nesta segunda-feira, 2, ela operava com apenas 9,46% da capacidade, percentual que tem mantido tendência de queda. Para se ter ideia do que isso representa, no início de fevereiro do ano passado o reservatório tinha 34%, nível que já era considerado muito baixo para o período.

Hoje o Lago de Furnas está mais de 15 metros abaixo limite e houver uma redução de mais quatro metros o sistema pode entrar em colapso. Em seu volume máximo, o reservatório fica a 768 metros em relação ao nível do mar, mas hoje está a apenas 752,81 metros.

A Usina de Furnas fica na Bacia do Rio Grande e responde por 17,42% da capacidade dos reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste. Hoje a hidrelétrica opera com capacidade inferior a 2001, ano do chamado "apagão" no Brasil. O motivo é a estiagem recorde e que voltou a ser sentida no mês passado, quando novamente choveu bem abaixo da média.

Atualmente Furnas tem duas turbinas paradas, mas a hidrelétrica não fornece detalhes sobre a geração de energia. A companhia alega apenas seguir as orientações do ONS (Operador Nacional do Sistema), que é o regulador do serviço no país.

Outras. O Rio Grande, fonte de água do Lago de Furnas, abastece ainda outras hidrelétricas da região que também sentem os efeitos da estiagem. São casos da Usina de Marimbondo, hoje com 11,45% de sua capacidade, e a Mascarenhas de Moraes, que opera com 17,32%.

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