Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Nível de água do Sistema Cantareira tem décima alta seguida

Principal manancial de SP está há 32 dias sem registrar queda; Guarapiranga sofre nesta sexta quarta queda seguida

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

27 Novembro 2015 | 10h05

SÃO PAULO - Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira registrou aumento no volume de água represada pelo décimo dia consecutivo, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta sexta-feira, 27. Com a nova alta, o manancial já está há 32 dias sem sofrer nenhuma queda.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas na capital e Grande São Paulo, o Cantareira teve aumento de 0,1 ponto porcentual, de acordo com a Sabesp, e opera com 19,1% da capacidade. No dia anterior, o índice era de 19%. Esse dado, tradicionalmente informado pela companhia, considera duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema.

Há mais de um mês o Cantareira não registra perda no volume de água armazenada. A última vez foi no dia 26 de outubro, quando o nível do sistema baixou de 15,7% para 15,6%. Considerando apenas os dias em que o sistema teve aumento, a sequência positiva começou no último dia 18, quando o manancial subiu de 17,5% para 17,7%.

Embora a pluviometria dos últimos dias seja baixa na região, as chuvas têm ajudado na recuperação do Cantareira, que ainda não saiu do volume morto. Neste mês, o valor acumulado chega a 174,2 milímetros - número superior à média histórica, que é de 160,4 mm. 

Além disso, a Sabesp tem retirado menos água do sistema, cuja vazão foi reduzida a menos da metade quando comparada à época antes da crise hídrica. Com isso, outros mananciais tiveram de socorrer as áreas que eram atendidas por ele. A Sabesp também passou a reduzir a pressão nas tubulações, o que deixa algumas regiões da cidade sem água por horas. Outro fator foi que a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) passou a oferecer bônus para quem conseguisse economizar água e a multar os chamados "gastões".    

No índice negativo, que passou a ser divulgado após decisão judicial, o nível do Cantareira subiu 0,1 ponto porcentual e está com - 10,1%, ante - 10,2% na quinta-feira, 26. Na terceira medição, o manancial também registrou variação positiva e opera com 14,8%. No dia anterior, o índice era de 14,7%.

Outros mananciais. O Guarapiranga, que atualmente socorre o Cantareira e abastece o maior número de paulistas (5,8 milhões), sofreu sua quarta queda seguida. O manancial está com 87,3% do volume de água represada: 0,3 ponto a menos do que no dia anterior, quando estava com 87,6%.

Atravessando crise severa, o Alto Tietê ficou estável pelo terceiro dia e permanece com 15,1%. Esse cálculo considera um volume morto, adicionado no ano passado. Alto Cotia e Rio Grande também não registraram variação e estão com 74,7% e 96,1%, respectivamente.

Já o Rio Claro subiu pelo quarto dia. O aumento foi de 0,3 ponto porcentual, o que fez o nível subir de 58,7% para 59%.

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