Nível de água baixa e Franco da Rocha começa a se normalizar após chuva

Apenas região central da cidade ainda tem alagamentos provocados por abertura de represa

Solange Spigliatti, Central de Notícias

14 Janeiro 2011 | 09h00

SÃO PAULO - A vida na cidade de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, começa a se normalizar, após ficar submersa por dois dias, desde a última quarta-feira, 12, quando comportas de uma das quatro represas do Sistema Cantareira foram abertas por medida de segurança. Segundo a Defesa Civil da cidade, por volta das 8 horas desta sexta-feira, 14, a água ainda estava em cerca de um metro apenas na região central do município, onde estão localizadas a prefeitura e a delegacia. No restante da cidade, a água já havia baixado.

 

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Apesar da inundação e dos estragos, nenhuma casa precisou ser interditada, de acordo com a Defesa Civil, que está de sobreaviso por conta de uma possível abertura de outra represa do sistema Cantareira - a Atibainha está com 60% do volume de armazenamento, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

 

Conforme a Defesa Civil, equipes entregam panfletos para a população, com a ajuda de um carro de som, para repassar informações sobre a situação da cidade. De acordo com a Sabesp, a represa de Atibainha, em Nazaré Paulista, que é bem maior que a Paiva Castro, ainda está em seu nível normal, sem liberação de água, segundo boletim de ontem.

 

Franco da Rocha sofreu com os alagamentos após a abertura das comportas da Represa Paiva Castro na quarta-feira. Em apenas 18 horas, a capacidade chegou a 97% do total, segundo a Sabesp. Apesar de essencial para minimizar os efeitos de enchentes, o alto volume de água comprometia os níveis de segurança da barragem.

 

As águas liberadas na região desembocam no Rio Juqueri, que passa por Franco da Rocha. Segundo a Sabesp, é liberado da Paiva Castro 1m³ por segundo de água. Por conta da tempestade da terça, a vazão atingiu os 80m³ por segundo.

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