Ninguém esperava Bergoglio como papa, diz padre

Integrante da equipe que organiza o Magis Brasil, o padre jesuíta Geraldo Lacerdine lembra que a eleição do também jesuíta Jorge Bergoglio como papa pegou os brasileiros da ordem de surpresa naquele 13 de março. "Quando soubemos, entramos em pane. Foi uma interrogação. Algo como 'peraí, não pode'."

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2013 | 02h11

O espanto se dá porque um dos votos feitos pelos jesuítas é para não aspirar a cargos eclesiásticos. "Temos de recusar qualquer coisa que cheire a privilégio, a status", explica o padre. "A única ressalva é se for um pedido direto do papa, se for para serviço da Igreja."

De acordo com Lacerdine, o papado de Bergoglio deve ser, portanto, marcado pelo diálogo. "A Igreja precisa de um papa jesuíta por causa da tradição que a Companhia de Jesus tem. Esta é a dimensão simbólica: a Igreja está querendo se reabrir, dialogar com a cultura do tempo, as várias questões contemporâneas que estão engavetadas."

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