JB Neto/AE
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Nigerianos são presos por golpe do cartão em São Bernardo

Comportamento da dupla, que colocou cinco notebooks e duas filmadoras no carrinho, levantou suspeita entre os funcionários de um hipermercado

Bruno Lupion, do estadão.com.br,

21 de outubro de 2010 | 08h12

SÃO PAULO - Dois nigerianos foram presos enquanto tentavam comprar produtos eletrônicos no valor de R$ 7 mil com cartão de crédito clonado em um hipermercado Carrefour no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, às 20 horas de quarta-feira, 20. Um deles tentou fugir de carro e acabou detido após bater em uma viatura da Polícia Civil que o perseguia.

 

O comportamento da dupla, que colocou cinco notebooks e duas filmadoras no carrinho sem pedir qualquer informação técnica dos produtos, levantou suspeita entre os funcionários. Quando passaram no caixa, a supervisora foi chamada para autorizar a compra e os nigerianos se assustaram. "Um deles amassou o cartão de crédito na mão, mas o vigilante estava de olho e foi pra cima", disse o delegado Jacques Ejzenbaum, da Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo.

 

Obasanya Olikayode, 43 anos, acabou imobilizado e Adewale Alani Oyesile, 40 anos, correu para o estacionamento e fugiu em seu Ecosport preto. Ele foi perseguido por viaturas do Garra até entrar na contramão da Avenida Senador Vergueiro e colidir de frente com uma Blazer da Polícia Civil, na altura da Rua João Daprat. Na fuga, o Ecosport também atingiu diversos veículos de passeio.

 

Segundo Ejzenbaum, a dupla tinha aplicado o mesmo golpe algumas horas antes no Carrefour do bairro do Cambuci, no centro da capital, onde compraram televisores de plasma e outros produtos. No carro havia uma caixa de uísque, um cartão de crédito em nome de uma terceira pessoa e 500 dólares que teriam sido recebidos pela entrega dos televisores a um receptador.

 

Oyesile tem Registro Nacional de Estrangeiros (RNE) e permissão para morar no País, e Olikayode aguardava a emissão de seu registro junto à Polícia Federal, segundo Ejzenbaum. O Ecosport está no nome de Oyesile, que pagou apenas as quatro primeiras parcelas do veículo e estaria inadimplente.

 

A dupla foi indiciada por estelionato, falsidade ideológica, direção perigosa e dano ao patrimônio público, e pode pegar até cinco anos de reclusão, segundo a polícia.

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