Neymar & Philippe Coutinho

A julgar pela condescendência de praxe com a violência no futebol brasileiro, a ameaça de deixar Neymar 18 jogos no gancho é, evidentemente, bravata da Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva. Entradas como aquela que motivou a justa expulsão do garoto do Santos contra o Palmeiras não merecem, em geral, cartão amarelo sob os critérios de tolerância máxima adotados pela arbitragem em todo o País.

Tutty Vasques, O Estadao de S.Paulo

19 Março 2010 | 00h00

O descabido rigor do TJD com Neymar pode ser só mais um sintoma da intolerância em campo com um certo futebol moleque que teima renascer no Brasil em plena era Dunga. O Neymar do Rio chama-se Philippe Coutinho! É atacante do Vasco, coitado, mas tem sido uma atração à parte nos estádios onde seu time paga micos. Como o similar paulista, quanto mais é caçado e ameaçado pelos adversários, mais os humilha com a bola entre as pernas, chapeuzinho, elástico, paradinha, calcanhar, letra... Dá gosto ver! Mas é outro que, pra ganhar cartão do juiz, basta uma jogada feia.

O Brasil talvez ainda não esteja preparado para voltar a se destacar pela alegria de seu futebol, mas quem viver até 2014 verá esse tal Coutinho fazendo dupla com o novo Pelé da Vila Belmiro em final de Copa do Mundo no Maracanã. Quer apostar?

Vida de artista

Em mais um caso real de superação na novela Viver a Vida, de Manuel Carlos, Alinne Moraes extraiu um dente siso na segunda-feira e, na quarta, foi ao Copacabana Palace receber o Prêmio Faz a Diferença.

Pode?

Da série "Quando a gente pensa que já viu de tudo...", Mike Tyson assinou contrato com o canal Animal Planet para comandar um programa de corridas de pombos.

Leite das crianças

É dura a vida dos membros do Copom! Sabe lá o que é se reunir todo mês para decidir deixar tudo como está? Nem no Congresso tem mais esse tipo de emprego.

Sem choro nem vela

Depois daquela surpreendente multidão debaixo de chuva para protestar no Rio contra a distribuição dos royalties do petróleo, um grupo de dissidentes cubanos tenta negociar com o governador Sérgio Cabral o repasse do know-how de mobilização da população contra essas e outras covardias. Tem havido passeata de 30 pessoas em Havana.

Dispensada

Dilma Rousseff poderia ter inventado um mal-estar ou uma emergência familiar qualquer, mas não: preferiu armar um jantar com a bancada do PTB no Congresso na mesma noite da festa de aniversário de José Dirceu. Pegou mal! Ainda bem que o ex-ministro não é chegado a uma rejeição.

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