Nevoeiro faz metade dos voos de SP atrasar

Congonhas e Cumbica tiveram de limitar as operações de manhã e à noite

JULIANA DEODORO, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2012 | 03h02

O forte nevoeiro que encobriu São Paulo nas noites de ontem e anteontem fechou o Aeroporto de Congonhas, na zona sul, e fez atrasar mais da metade dos voos. Ao longo do dia, o terminal ficou seis horas sem pousos. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), entre 0 hora e 23 horas, 140 operações saíram com mais de meia hora de atraso (56,2%); em Cumbica, foram 88 (24,4%). Ainda foram cancelados 73 voos em Congonhas e 32, em Guarulhos.

Segundo a Climatempo, o fenômeno que afetou as operações dos dois principais terminais aéreos do País deve ocorrer novamente hoje e se repetir amanhã na Grande São Paulo. O mau tempo também fechou o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, das 7h05 às 8h15.

Ontem, a sequência de transtornos para os passageiros começou às 6h, quando a falta de visibilidade fez a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) suspender os pousos até as 8h35 em Congonhas, que voltaram a operar até meio-dia com a ajuda de instrumentos. Em Guarulhos, o mesmo procedimento garantiu pousos e decolagens entre 0h e meio-dia.

O tumulto, porém, voltou à noite. Às 19h34, todas as operações foram paralisadas novamente por 20 minutos em Congonhas. Somente as decolagens foram autorizadas posteriormente e, até 23h, o terminal não havia sido liberado para pousos. Também por volta de 19 horas, Cumbica voltou a operar com ajuda de aparelhos, tanto para pousos quanto para decolagens.

Tempo fechado. Toda a Grande São Paulo teve nevoeiro na noite de anteontem e na madrugada de ontem. Há, porém, áreas mais propícias para o fenômeno, como a do próprio Aeroporto de Cumbica e vales e baixadas em estradas, onde há acúmulo do frio. Em Guarulhos, por exemplo, a visibilidade não passava de 600 metros entre 21h de anteontem e 8h de ontem. Já em Congonhas ficou entre 150 e 300 metros, entre 0h e 3h.

"Esse fenômeno é comum nesta época do ano, quando as temperaturas caem (a mínima ontem foi 14° C)", afirma o meteorologista da Climatempo, André Madeira. Quando a umidade do ar está acima de 80%, pequenas quedas de temperatura já podem formar o nevoeiro - popularmente chamado de neblina. "Normalmente, o nevoeiro é formado no início da manhã, quando registramos a temperatura mínima. Em dias de muita chuva, como foi segunda-feira, no entanto, não é preciso que a temperatura caia muito", diz.

O nevoeiro é mais intenso do que a névoa e impede a visão em distâncias menores que 1 km. Quanto mais cedo o nevoeiro é formado, mais intenso ele é e mais tempo demora para passar.

Segundo a Climatempo, o fenômeno também atingiu o Vale do Paraíba, atrapalhando a visibilidade em estradas. / COLABOROU ADRIANA FERRAZ

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