Nevoeiro e falta de tripulação tumultuam aeroportos do País

Congonhas e Cumbica fecharam de manhã; reflexos do vulcão pioravam a situação

Flávia Tavares, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2011 | 00h00

O forte nevoeiro que fechou pelo menos 11 aeroportos do País, problemas na escala das tripulações de companhias aéreas e reflexos dos transtornos causados nos últimos dias pela nuvem do vulcão chileno Puyehue, que cancelou centenas de voos na América do Sul, fizeram sofrer os passageiros de avião ontem.

Até as 23 horas, a Infraero informava que, no balanço do dia, quase metade dos voos domésticos no País haviam atrasado. Dos 2.170 voos programados até esse horário, 1.065 (49,1%) atrasaram e 282 (13%) foram cancelados. Em Congonhas, houve 58 (31,4%) cancelamentos e 120 (64,9%) atrasos. Já em Guarulhos, 142 voos (64,5%) atrasaram e 39 (17,7%) foram cancelados. Dos 196 voos internacionais programados no País até as 23h, 72 (36,7%) atrasaram e 18 (9,2%) foram cancelados.

Fechados. Os Aeroportos de Cumbica e Congonhas permaneceram fechados pela manhã por causa da neblina que cobriu a cidade. Cumbica não operou das 6h10 às 9h20 e Congonhas, das 6h às 7h52 para decolagens e das 6 às 8h20 para pousos. Trinta e três voos tiveram de ser desviados de Cumbica para Vitória, Viracopos (Campinas) e Galeão (Rio) e o retorno deles a São Paulo ajudou a tumultuar a malha ao longo do dia. Às 20 horas, todos os passageiros desses voos já haviam chegado à capital - ou de avião ou de ônibus providenciados pelas companhias aéreas.

Em nota, a TAM informou que Congonhas, Guarulhos, Viracopos, Confins (Belo Horizonte), Brasília, Curitiba, Uberlândia, Uberaba, Araçatuba, Bauru e Ribeirão Preto tiveram operações interrompidas em diferentes períodos da manhã por causa do mau tempo, o que provocou desvio de aeronaves, atrasos e cancelamentos. Segundo a empresa, efeitos desses fechamentos e a interrupção de rotas durante a semana pela nuvem do vulcão chileno Puyehue foram sentidos ontem, até que aeronaves e tripulação fossem "reposicionadas nos aeroportos corretos". A Gol informou que começou a normalizar suas operações às 13 horas, embora a situação só pudesse ser regularizada à noite.

Vulcão. Boletim emitido ontem pela manhã pelo Volcanic Ash Advisory Centres, da Argentina, apontava que a nuvem vulcânica que chegou a atingir o Rio Grande do Sul já estava fora do espaço aéreo brasileiro e seguia em direção ao Oceano Atlântico.

O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) informou que não havia indícios da volta da nuvem vulcânica para qualquer parte do País.

A TAM e a Gol retomaram ontem seus voos para Montevidéu, no Uruguai. A Gol também voltou a voar ontem para Buenos Aires, na Argentina - rota que a TAM já havia retomado às 18 horas de anteontem. / COLABOROU VALÉRIA FRANÇA

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