Daniel Teixeira/AE
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Neste ano, 993 pedidos de isenção foram aceitos

Muitos motoristas não se conformam com a taxa da inspeção, de R$ 56,44, e adorariam não passar pelo teste, obrigatório para quem tem placa de São Paulo. Alguns poucos conseguem o feito. Neste ano, até setembro, 993 pedidos de isenção foram aprovados pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Márcio Pinho, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2010 | 00h00

Um dos felizardos é Sérgio Luiz Baptista, de 54 anos, dono de um DKW/Belcar, de 1967. Ele conseguiu a liberação porque seu veículo tem motor dois tempos, que mistura óleo e gasolina e necessitaria de medição diferente da usada em veículos convencionais. "A Prefeitura acerta ao deixar alguns veículos antigos fora da inspeção. Praticamente não tiramos esse carro da garagem. É um hobby", diz.

Como ele, fica de fora quem comprova que seu veículo, apesar de ter placa de São Paulo, não circula na região metropolitana. Para isso tem de apresentar apólice do seguro, contrato de locação ou de serviço registrado em cartório, entre outros documentos. De janeiro a setembro, a Prefeitura reprovou 2.397 pedidos de isenção da inspeção.

Mas ter um veículo antigo não é sinônimo de liberação da inspeção veicular. Os que não têm motor dois tempos e não são veículos de coleção têm de passar pelo teste. Os veículos considerados oficialmente de coleção no Brasil têm placa preta, dadas por clubes de colecionadores a carros que mantêm quase toda sua originalidade, seguindo regras do Conselho Nacional de Trânsito.

Os veículos especiais também são isentos da inspeção. É o caso dos militares, agrícolas, de competição, tratores, máquinas de terraplenagem e pavimentação e outros de aplicação ou de concepção especial.

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