Nenê encerra 1º dia de desfiles e contorna problemas

Escola traz enredo sobre seus 60 anos e principal destaque é seu Nenê; carro alegórico quebrou

Mônica Aquino, estadao.com.br

21 Fevereiro 2009 | 07h40

O primeiro dia de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo terminou por volta das 7h30 deste sábado, 21. A última escola a entrar na avenida foi a Nenê de Vila Matilde, que enfrentou muitos problemas antes de colocar a escola no sambódromo. Houve confusão entre os integrantes e o carnavalesco não participou do desfile.  Veja também:Veja galeria de fotos da Nenê da Vila Matilde Você é o jurado: avalie o desempenho das escolas  Cobertura completa do carnaval 2009  Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da foliaEspecial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP   Saiba como chegar ao sambódromo  Antes de a Nenê entrar na avenida, um carro alegórico teve problemas, quebrou e precisou ser consertado em cima da hora. Com a confusão, um dos destaques da escola chegou a se negar a subir no carro alegórico. Depois de todos os problemas, a Nenê entrou na passarela do samba e homenageou sua própria comunidade. A Nenê de Vila Matilde levou 3.800 componentes ao Anhembi. Eles foram divididos em 26 alas e 5 carros alegóricos. As alas representaram os títulos conquistados nos 60 anos da escola, que cantou o enredo '60 anos coração guerreiro - a grande 'refazenda' do samba'. No desfile, a estrela foi o próprio Nenê, fundador da agremiação, que aos 87 anos entrou na avenida pela 60ª vez. O ator, diretor e dramaturgo Miguel Falabela voltou a desfilar pela Nenê de Vila Matilde no carnaval deste ano. "Quando me falaram que a Nenê estava completando 60 anos, tive que vir", contou. Durante oração com a bateria da escola de samba, antes de entrar na avenida, Miguel Falabella se emocionou e chorou. "A Nenê foi muito boa para mim quando cheguei em São Paulo. Eles são como uma família", contou o carioca. A escola deve ser prejudicada na apuração, já que inverteu a ordem das alas devido ao problema em um de seus 5 carros alegóricos. Integrantes das alas que sairiam atrás do carro que teve problemas passaram na frente da alegoria, que depois foi empurrada e conseguiu atravessar a passarela do samba. A escola, no entanto, nega que tenha invertido a ordem das alas e mostrou-se confiante ao fim do desfile.  

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