Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Nem a tragédia impediu as selfies na Luz

Além de levar fotos, visitantes traziam histórias

Rafael Italiani, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2015 | 05h53

Os curiosos que foram ontem ao prédio da Estação da Luz aproveitaram o dia para tirar selfies a fim de registrar a destruição do local, com as paredes do Museu da Língua Portuguesa ao fundo chamuscada pelas chamas e com parte do teto desabado depois do incêndio que consumiu o edifício no dia anterior.

A maioria saía da Pinacoteca do Estado e tinha o mesmo sentimento de pesar pela tragédia no antigo prédio. “Hoje faltaram as palavras para o museu e para mim. Não tenho o que expressar sobre o que aconteceu, tamanha a tragédia. É um pedaço da história de São Paulo”, afirmou o metalúrgico Moacir Jardim, de 59 anos.

Ele tirava fotos para encaminhar ao filho que é jornalista no Rio Grande do Sul. Na frente do imóvel, relembrou a infância, época em que visitava a estação para ver as grandes composições de carga que deixavam o local rumo ao interior do Estado.

Já o engenheiro elétrico Joel Antonio Cunha, de 46 anos, lamentou pela filha, que gostava do caça-palavras montado em um totem interativo. “Quando viemos, ainda tinha uma exposição da Cora Coralina e outra da Clarice Lispector. Foi maravilhoso”, lembrou.

Ao ser indagado sobre a estação, Cunha fechou os olhos antes de responder e respirou fundo. “Olha, usando a imaginação eu me sinto em uma máquina do tempo. Vejo os bondinhos passando, os cavalos e as pessoas usando chapéu.”

Sorriso. O casal de namorados Celso Antonio de Jesus, de 36 anos, e Elenice Carla Amorim, de 41 anos, também tirou uma selfie no complexo. Mas sorrindo. “É a primeira vez que a gente visita a região e queremos ter um registro bonito, mostrando o relógio da estação ao fundo”, disse Jesus.

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