Negociação sobre reintegração continua em São José dos Campos (SP)

Grupo com cerca de 1.600 famílias está no local irregularmente desde 2004

13 de janeiro de 2012 | 11h47

O texto foi atualizado às 16h30.

SÃO PAULO - Foi retomada por volta das 16 horas desta sexta-feira, 13, a reunião que pode solucionar o impasse da reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo.

O encontro, realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São José dos Campos, conta com representantes dos governos estadual e federal, além de moradores do terreno ocupado e lideranças sindicais.

A reunião teve início por volta das 10h30 e foi suspensa no período da tarde. A juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Loureiro, que concedeu a liminar ordenando a desocupação da área invadida, não está presente, mas está sendo informada da negociação. A Prefeitura de São José dos Campos informou que não participa do encontro.

Manifestação. Um grupo de moradores da comunidade Pinheirinho fez uma manifestação na manhã desta sexta-feira, 13, contra a reintegração de posse do terreno ocupado desde 2004. Equipados com capacetes e escudos improvisados, os moradores exibiram também armas como paus e lanças.

Segundo a prefeitura, um cadastramento feito em 2010 mostra que cerca de 1.600 famílias moram no acampamento. O terreno, afirma administração, pertence à massa falida da empresa Selecta, do grupo de Nagi Nahas, que entrou com o processo para a retirada das famílias no momento da invasão.

A decisão da Justiça para a reintegração foi tomada no fim do ano passado. A data determinada pela Polícia Militar para a ação ainda não foi determinada.

Os líderes do movimento têm feito manifestações contra a retomada do terreno, inclusive dentro do saguão da prefeitura. Hoje, participaram de um ato de solidariedade à comunidade Pinheirinho, em frente a ocupação, sindicatos, movimentos sociais, partidos políticos e entidades estudantis, segundo o PSTU; cerca de 500 moradores também participaram da manifestação.

Adesivos. Além do ato de hoje, os sindicatos farão mais ações de apoio, afirma o PSTU. Nesta sexta-feira, haverá uma série de obilizações simultâneas nas fábricas, para pedir apoio dos trabalhadores contra a desocupação, e uma vigília na OAB. No sábado, haverá uma agitação com panfletagem na Praça Afonso Pena. Foram confeccionados 20 mil adesivos e 50 mil panfletos em apoio à resistência do Pinheirinho.

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