Negativa do BNDES é usada como prova

A negativa de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Controlar é mais uma prova do Ministério Público Estadual (MPE) contra a Prefeitura de São Paulo na ação civil que bloqueou os bens do prefeito Gilberto Kassab (PSD), do secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, de 13 empresários e de seis empresas.

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2011 | 03h05

Para os promotores Roberto Almeida Costa e Marcelo Daneluzzi, o importante é o motivo que levou o banco a negar o empréstimo. "O obstáculo à análise do pleito da Controlar se deve ao fato de que, na referida ação, houve condenação judicial da interessada", escreveu o então presidente do BNDES, Carlos Lessa, em setembro de 2004. A condenação da Controlar era por improbidade administrativa. A sentença de primeiro grau foi confirmada pela segunda instância.

Com isso, a Controlar ficou impedida de fechar contrato com o poder público ou pedir financiamento a banco oficial. Só isso, segundo disse o promotor Costa ao Estado, já era motivo suficiente para que o prefeito Gilberto Kassab não desse prosseguimento ao contrato com a empresa, como ocorreu em 2007. Procurada, a Prefeitura reafirmou, por meio de nota, que o contrato com a Controlar é legal e importante para o controle da poluição. A Controlar também negou irregularidades no caso. / MARCELO GODOY

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