Negado relaxamento de prisão de advogado que matou namorada

Sérgio Gadelha, de 74 anos, matou Hiromi Sato, de 57, em Higienópolis em abril

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

04 Dezembro 2013 | 15h07

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo negou o pedido de relaxamento de prisão do advogado Sérgio Gadelha, de 74 anos, que matou em abril a namorada Hiromi Sato, de 57, em Higienópolis, região central da capital. Gadelha está cumprindo prisão domiciliar em uma clínica terapêutica desde 29 de abril. A decisão é do dia 28 e ainda será publica no Diário da Justiça.

O juiz Bruno Ronchetti de Castro, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital, considerou que a necessidade de prisão preventiva do réu foi reforçada pela notícia de que ele teria ameaçado a irmã da vítima em julho, o que originou um outro processo em uma Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O advogado está proibido de se aproximar ou se comunicar com a irmã ou familiares da vítima.

"Ao lado de sua potencial periculosidade, ao réu também é atribuída conduta de ter inovado artificiosamente a cena do crime, com o fim de induzir a erro o juiz e o perito, limpando os vestígios de substância orgânica expelida pela vítima na suíte do casal", afirmou o juiz.

Hiromi e Gadelha discutiram no fim da tarde do dia 20 de abril, um sábado, porque a vítima teria encontrado um ex-namorado. O advogado confessou que bateu na mulher e que chegou a utilizar um cinto. Depois, asfixiou Hiromi. Gadelha afirma que dormiu com a vítima e que, na manhã seguinte, ela chegou a interagir com ele, ao não aceitar a comida que ele oferecia.

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