Negada prisão de PMs por morte em Pinheiros

Policiais são acusados de matar o publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, no dia 18 de julho

estadão.com.br,

23 Agosto 2012 | 03h04

Texto atualizado às 16h17.

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, na quarta-feira, 22, o pedido de prisão para os três policiais militares acusados de assassinar o publicitário Ricardo Prudente de Aquino, morto no dia 18 de julho em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O Ministério Público entrou com o pedido de prisão preventiva no último dia 16.

O argumento da juíza da 5ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Lizandra Maria Lapenna, é de que os acusados têm residência fixa e se identificaram, ações que revelam as intenções de não prejudicar ou dificultar o curso das investigações. Os agentes militares Luiz Gustavo Teixeira Garcia, de 27 anos, Adriano Costa da Silva, de 26, e Robson Tadeu do Nascimento Paulino, de 30 chegaram a ser presos após o crime, mas respondem em liberdade sob um habeas corpus concedido liminarmente no dia 26 de julho.

O publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, foi morto durante uma abordagem policial. O crime aconteceu próximo à Praça do Pôr-do-sol, no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.

De acordo com nota oficial divulgada pela PM, o motorista fugiu de uma tentativa de abordagem, por volta das 23h. Perseguido, bateu em outra viatura que tentou interceptá-lo e foi baleado depois que os policiais "visualizaram Ricardo com um objeto na mão, pensando se tratar de uma arma". O objeto seria um celular. Ricardo foi levado om dois tiros na cabeça para o Hospital das Clínicas, mas não resistiu.

O publicitário portava cerca de 50 gramas de maconha dentro do veículo, mas não foram encontradas armas no carro, um Ford Fiesta. Ao menos cinco tiros atingiram a lataria e o para-brisa do automóvel.

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