Nayara recebe alta e presta depoimento no próprio hospital

Garota é ouvida pela Polícia Civil com acompanhamento de psicólogos, da mãe e do advogado da família

da Redação, estadao.com.br

22 de outubro de 2008 | 15h09

Nayara Rodrigues da Silva, de 15 anos, recebeu alta no começo da tarde desta quarta-feira, 22, e presta depoimento à polícia no próprio Centro Hospitalar de Santo André, no ABC paulista. Segundo a diretora do hospital, Rosa Maria Aguiar, a família temia pela segurança da menina se ela fosse levada a uma delegacia e, por isso, resolveu que o depoimento fosse dado na parte administrativa do hospital.  A alta foi dada às 14h30 e o depoimento começou às 15 horas. Nayara é ouvida com o acompanhamento de psicólogos, membros do Conselho Tutelar, pela mãe e o advogado da família, Angelo Carbone. Em entrevista coletiva na frente do hospital, Homero Nepomuceno Duarte, secretário de Saúde de Santo André, afirmou que a presença dos psicólogos é para não permitir que a polícia ultrapasse os limites psicológicos da garota. Veja também:Advogado de Nayara vai pedir indenização de R$ 2 milhões Depoimento de Nayara após sair do apartamentoLindemberg sai do isolamento em Tremembé nesta quarta-feira Lindemberg diz que só atirou em Eloá após invasão da polícia PMs não são unânimes sobre tiro antes de invasão no caso Eloá Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá    Nayara passou por uma cirurgia na manhã nesta quarta-feira, que terminou por volta das 10h40. Um outro aparelho ortodôntico mais simples foi colocado para que a adolescente possa continuar o tratamento em casa. Um dente, que ela havia perdido por conta do tiro que atingiu seu rosto também foi implantado. Na manhã desta quarta, a defesa da família de Nayara afirmou que vai entrar com um processo contra o Estado e pedir indenização de pelo menos R$ 2 milhões. O advogado Angelo Carbone afirmou que vai entrar com processo pela vida menina ter sido colocada em perigo, já que a polícia permitiu que ela voltasse ao apartamento  A menina foi mantida refém, junto com a amiga Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, por Lindemberg Alves, de 22 anos, e foi atingida por um disparo no rosto no fim do cárcere privado, que durou mais de 100 horas. Nayara chegou a ser libertada pelo seqüestrador, mas voltou ao apartamento com o objetivo de negociar a libertação da amiga. Eloá, atingida na cabeça e na virilha, teve morte cerebral declarada no sábado, 18, e foi enterrada na manhã de terça-feira.  Atualizado às 15h47 para acréscimo de informações. (Com informações de Hugo Vecchiato, da Rádio Eldorado.)

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