Nayara já prestou depoimento e Lindemberg deve falar nesta 5ª

Quatro pessoas já falaram ao juiz, que deve decidir se Lindemberg será levado a júri popular

Vitor Sorano, do Jornal da Tarde,

08 Janeiro 2009 | 12h44

Quatro pessoas já prestaram depoimento sobre o caso Eloá nesta quinta-feira, 8. Nayara foi a primeira a falar ao juiz José Carlos Carvalho Neto, do Júri de Execuções Criminais de Santo André. A expectativa é que Lindemberg Alves, de 22 anos, preste depoimento ainda nesta quinta. Além de Nayara, falaram Iago e Vitor - que também foram feitos reféns com Nayara e Eloá - e o policial militar Atos Valeriano, que participou da invasão ao apartamento onde as jovens eram feitas reféns por Lindemberg.   Veja também: Nayara presta depoimento sem a presença de Lindemberg Lindemberg está ansioso pelo depoimento, diz defesa Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Todas as notícias sobre o caso Eloá         Especial: 100 horas de tragédia no ABC       O juiz José Carlos Carvalho Neto, do Júri de Execuções Criminais, deve ouvir até o final da tarde cinco testemunhas de acusação e outras 13 de defesa. Depois vai interrogar Lindemberg, acusado de assassinar a ex-namorada, e pode decidir se ele vai ou não a júri popular.   Ainda não há detalhes sobre os depoimentos de Iago, Vitor e do PM. No entanto, Nayara teria voltado a afirmar suas versões sobre o sequestro da amiga. O depoimento começou às 9h20 e terminou às 11 horas. Ela reafirmou sua versão de que Lindemberg não atirou minutos antes do Gate invadir o local. Segundo ela, o sequestrador não queria reatar o namoro com Eloá, mas sim matá-la.   Nayara declarou que Lindemberg a convenceu a retornar ao apartamento onde foi mantida refém com a amiga. Mantida em cárcere privado no apartamento da amiga, Nayara foi liberada pelo jovem na terça-feira, 14 de outubro, mas voltou ao local dois dias depois. Segundo a assessora do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a testemunha contou que Lindemberg disse que se ela entrasse novamente no apartamento, libertaria Eloá e sairia com as duas do local de mãos dadas.   Segundo o depoimento da estudante, quando ela entrou no apartamento, Lindemberg apontava uma arma para a cabeça de Eloá e questionava por que Nayara havia prestado depoimento à polícia após ter sido libertada.   No dia do fim do sequestro, 17 de outubro, Nayara disse que ela e a amiga estavam deitadas na sala, quando percebeu que Lindemberg colocou uma mesa atrás da porta de entrada do apartamento. Ela escutou um estampido, que não soube identificar se era uma bomba ou um disparo. A porta caiu e segundos depois ela ouviu efetivamente um tiro, quando teve o rosto baleado. Policiais a resgataram e, quando, olhou para o lado, viu a amiga ensanguentada. Eloá levou um tiro na cabeça e morreu no hospital.   Prestam depoimento na audiência desta quinta cinco testemunhas de acusação e outras 13 de defesa. Depois, o juiz vai interrogar Lindemberg e pode decidir se ele vai ou não a júri popular. O jovem responde por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e com impossibilidade de defesa da vítima -, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparo de arma de fogo.   Texto alterado às 13h30 para acréscimo de informações.

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