Nas subprefeituras, saem PMs e entram engenheiros e arquitetos

Maioria dos nomeados por Haddad é formada por funcionários que já fazem parte da administração municipal

Daniel Trielli e William Cardoso, de O Estado de S.Paulo

02 Janeiro 2013 | 02h00

Os coronéis da PM que Gilberto Kassab (PSD) nomeou para as subprefeituras de São Paulo deixam os cargos e quem vai assumir o comando são pessoas acostumadas com o dia a dia da administração municipal. Pelo menos 26 dos 31 novos subprefeitos trabalharam na gestão anterior. Eles serão responsáveis por gerenciar um orçamento estimado em quase R$ 1 bilhão para 2013.

A maioria dos nomes apontados ontem por Fernando Haddad (PT) para assumir as subprefeituras da capital é formada por engenheiros e arquitetos que trabalham como funcionários de carreira da administração municipal. A maior parte vai comandar os bairros onde já atuam. É o caso do engenheiro Gilberto Rossi, na Subprefeitura de Vila Maria/Vila Guilherme, na zona norte, onde já foi coordenador de projetos e obras em 2006.

Outro que permanece perto do local onde trabalha atualmente é Sérgio Roberto dos Santos, na Subprefeitura do Campo Limpo, na zona sul. Ele chegou a ser coordenador de planejamento e desenvolvimento urbano na gestão anterior.

No entanto, há quem deverá se deslocar de onde prestou serviços até o ano passado. Será o caso do engenheiro Adevilson Maia, que deixa a Lapa, na zona oeste, onde trabalhou até dezembro, para assumir o comando da Subprefeitura de Santo Amaro, na zona sul. No passado, trabalhou também no Campo Limpo e em Pinheiros, na zona oeste.

Também assumem algumas subprefeituras funcionários de carreira da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). É o caso de Dirceu de Oliveira Mendes, que vai para o Jabaquara, zona sul, e Ricardo Airut Pradas, novo chefe da Subprefeitura da Lapa, na zona oeste.

Exceção. Um dos únicos nomes que não estiveram sob o guarda-chuva de Kassab nos últimos anos é Marcos Queiroga Barreto. Ele será responsável pela prestigiada Subprefeitura da Sé - uma administração que abrange a região central, em uma extensa faixa que vai da Marginal do Tietê até a Avenida Paulista e tem o maior orçamento previsto para 2013 (R$ 54 milhões).

Barreto foi secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano na gestão de Marta Suplicy (2001-2005). Ele foi também presidente da Fundação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). / COLABOROU DIEGO ZANCHETTA

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