Nas outras mortes com Taser, ninguém punido

O uso da arma tipo Taser pelos policiais australianos era polêmico muito antes da morte de Roberto Laudisio Curti. Desde 2002, quando a polícia começou a empregar o equipamento, ao menos quatro mortes são atribuídas à arma de choque - e ninguém foi punido. As investigações oficiais nunca apontaram a Taser como causa da morte.

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

22 Março 2012 | 03h01

O país tem pelo menos 7 mil Tasers com agentes de segurança pública, segundo o jornal The Australian. Relatório da associação Ombudsman enviado ao parlamento australiano em 2008 fazia considerações sobre a arma de choque. O relatório alertava para o risco de o número de "incidentes aumentar de maneira significativa no futuro". No mesmo ano, a polícia publicou documento sobre a "eficiência e uso" das armas de choque.

Três dias depois da morte do brasileiro, mas sem mencionar o caso, a polícia divulgou comunicado ontem informando que o uso das Tasers está diminuindo: em 2011 houve 881 registros, 23% a menos que os 1.151 de 2010. O comissário assistente Alan Clarke disse que "a polícia tem procedimentos claros para evitar que seja usada abusivamente".

Copa. No Brasil, a Taser deve ser usada pela Força Nacional de Segurança durante a Copa do Mundo de 2014. Mas o órgão ainda não definiu quantas armas serão compradas para o evento. A Força Nacional já usa o armamento.

Em São Paulo, a Polícia Militar usa a Taser desde setembro de 2009. Atualmente, a PM tem 715 armas do tipo no Estado.

O uso é regulamentado pelo Exército. / COLABORARAM WILLIAM CARDOSO e JORGE BECHARA

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