Nas lojas, alguns modelos já esgotaram

Booster, para crianças com 4 anos ou mais, é o mais difícil de ser encontrado em SP

Renato Machado, Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2010 | 00h00

Para desespero dos pais, cadeirinhas e outros dispositivos de segurança estão em falta no mercado. E isso acontece às vésperas do início da fiscalização da regra que tornou obrigatórios esses equipamentos para o transporte de crianças ? no dia 9, em todo o País. A pior situação é do booster, banco de elevação para crianças entre 4 e 7 anos e meio.

A reportagem entrou em contato com dez lojas especializadas em produtos infantis e visitou cinco sites de vendas pela internet. Em todas há grande oferta do "bebê conforto", que deve ser utilizado por crianças com menos de 1 ano. A cadeirinha ? para crianças de até 4 anos ? também podia ser encontrada no estoque, com algumas exceções.

Mas a maior dificuldade foi encontrada por pais de crianças com idade para usar o booster. "Nós trabalhamos com três fabricantes desse produto, mas nenhum deles tem disponível para entregar", explica Edjane Vicente, gerente da loja Petit, uma das muitas que não tinham o dispositivo ontem. Ela acrescenta que, nos últimos dois meses, a procura por esses produtos aumentou 60%.

Na loja BBtrens, especializada em cadeiras e carrinhos de bebê, as vendas subiram cerca de 40% em comparação com o ano passado. Segundo a proprietária da loja, Karine Gontijo, a procura tem sido "absurda".

"Começamos a nos planejar no fim do ano passado e encomendamos três vezes mais que o normal. Sabíamos da demanda absurda que teríamos no começo de junho", disse.

Bolso. O preço dos produtos é outra dificuldade enfrentada por pais, tios e avós. Os produtos podem variar de R$ 90 a R$ 700, dependendo do modelo.

A analista de suporte Sílvia Ambiel, mãe de um casal de gêmeos de 1 ano, gastou quase R$ 1 mil para comprar duas novas cadeirinhas. "Não dá para deixar uma no meu carro e outra no carro dos avós, dos tios, dos amigos... Vamos ter de ficar revezando as mesmas cadeirinhas."

Já a comerciante Paula Nunes, mãe de uma menina de oito anos, não pensou em economia. Sua filha não precisaria usar cadeira infantil pelas novas regras, mas ela achou melhor não arriscar. "Sou portuguesa, e em Portugal a idade obrigatória é maior. É questão de segurança."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.