'Naquele período, nós seguramos a cidade, nos dobramos de todos os lados'

Depoimento de Victor Augusto Carvalho Jr., Cabo do 16º Batalhão, no Butantã

22 Outubro 2011 | 16h52

“Foi no segundo dia dos ataques, um sábado (13 de maio), por volta das 20h. As viaturas estavam andando em comboio, atendendo às ocorrências sempre de duas em duas. Estávamos fazendo o patrulhamento em uma rua do bairro, quando avistamos um carro, acho que era um Fusca, com três indivíduos. Eles estavam com armas do lado de fora, ostentando, aparentavam ter menos de 25 anos. Eles não viram a minha viatura nem a que estava com a gente porque tinha um ônibus de linha urbana atrás deles. Falei: ‘Vamos tentar fazer a abordagem’.

Então, nós ultrapassamos o ônibus. Aí, eles viram que era polícia e empreenderam fuga. Andaram apenas 500 metros e nós já conseguimos cercá-los. Houve confronto. Eu e meu motorista efetuamos disparos. Um dos bandidos foi baleado na testa, com um tiro que eu dei (ele sobreviveu). Outro conseguiu fugir por um matagal e o terceiro, foi detido. Nenhum policial se feriu. A ação durou dois minutos e aconteceu exatamente na rua onde eu moro. Isso porque eu sou nascido e criado no Butantã... Quem trabalhou naquele período segurou a cidade, nós nos dobramos de todos os lados...”

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