'Não vi o carro, achei que era só o caminhão'

O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2011 | 03h03

"Eu não vi o carro que bateu no nosso. Achei que era o caminhão. A carreta fez um 'L' em nossa direção. Eu estava no banco da frente, com a Denise (que morreu no hospital) no banco do motorista e o Bruno, meu primo, no banco de trás. Foi mais de uma batida, eu senti mais de uma. Quando parou, eu estava com dor nas costelas, achei que tinha quebrado. Na hora, saí do carro e fiquei na estrada. A Denise estava acordada. Eu só soube que eles tinham morrido depois, no hospital. Ninguém veio ajudar a gente até o resgate aparecer.

Eu ainda estou tomando remédio, estou com labirintite pós-traumática e tive de voltar ao hospital para fazer uma tomografia na cabeça. Mas estou melhor. O cinto queimou minha barriga e deixou hematomas. Eu ainda sinto dor para respirar, porque tive uma lesão no pulmão. Estou passando os dias em casa, com meus pais, mas fui ao enterro da Denise e do Bruno, porque sabia que muitos amigos estariam lá."

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