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'Não tinha para onde correr'

A impressão é que havia passado um vendaval na estação do metrô. "Havia bolsas e objetos pelo chão, era uma cena devastadora", descreve a assistente de vendas Regiane Brígido, de 34 anos, que estava saindo da Estação República, no sentido da Linha 2-Verde, quando foi atropelada. "A multidão me pegou e não tinha para onde correr. Não fui pisoteada porque mais gente caiu em cima de mim", diz. Sandra Regina Soares de Lima, funcionária pública de 49 anos, afirma que estava na escada rolante, subindo em direção às esteiras, quando, de repente, a escada deu um solavanco, travou e começou a descer. "As pessoas começaram a gritar desesperadas, mais gente veio correndo das esteiras na minha direção e um funcionário chegou a dizer que havia tiroteio." Na confusão, Sandra machucou o ombro e as duas pernas, além de ficar com as mãos esfoladas. Já Nathália Sousa Parra, estudante de 20 anos, teve uma luxação no braço e saiu do Hospital das Clínicas com uma tipoia. "Conforme caí, minha bolsa ficou presa com as pessoas atrás e acabei me machucando." Duas grávidas foram atendidas no HC e liberadas.

Bruno Ribeiro e Mônica Reolom, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2013 | 02h14

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