'Não se trata de despedida, mas do lançamento de nova história'

Como surgiu o Playcenter? Nós introduzimos no Brasil as primeiras máquinas de fliperama. Por convite de um fornecedor, viajei a Nápoles, onde ele me apresentou um operador que tinha um parque de diversões, o Edenlândia. O empresário italiano me convenceu a importar alguns equipamentos e, então, instalamos a primeira montanha-russa de metal, além de alguns outros brinquedos, na frente do Ginásio do Ibirapuera, onde funcionava um tobogã chamado Playcenter. Com o sucesso, decidimos comprar o tobogã e preservar o nome Playcenter.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

29 Julho 2012 | 03h03

O senhor frequenta o parque?

Vou ao parque com meus netos e familiares. Ao longo desses 39 anos, tivemos mais de uma centena de atrações. É claro que algumas foram marcantes, como o Super Jet, o Enterprise, a Boneca Eva, a Montanha Encantada, o Show dos Ursos, o Colossus, os shows das baleias orca e dos golfinhos, o King Kong e as Noites do Terror.

Algum preferido?

A Montanha Encantada é a que deixa mais saudades.

Como surgiu a ideia de fazer as Noites do Terror?

Durante o mês de agosto, havia uma sensível baixa de público. Em uma viagem aos Estados Unidos, vi as festas de Halloween e, em 1988, bolei o projeto com o Zé do Caixão. A partir daí, as Noites do Terror se tornaram um dos eventos de maior êxito do Playcenter, responsável por um terço do público no ano.

Por que o parque vai fechar?

A ideia de ter um novo formato vinha sendo estudada havia dois anos, em função de diversas pesquisas de mercado. Em 39 anos, o Playcenter passou por momentos de queda e de êxito. Os momentos de queda foram superados com criatividade e investimentos.

Qual foi o pior momento que o senhor enfrentou nesse período?

Os lamentáveis acidentes foram momentos muito difíceis para o parque, que agiu de maneira correta e transparente em todas essas ocasiões. São episódios já superados.

Onde o senhor vai estar neste domingo?

Sem dúvida estarei lá o dia todo. Não se trata de uma despedida, mas do lançamento de uma nova história, que começa a ser escrita. / A.F.

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