'Não reagi nem tentei fugir. Só depois dos tiros'

ENTREVISTA

, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2010 | 00h00

Maurício Dini Kliukas

BALEADO DENTRO DO CARRO DURANTE ASSALTO

O endereço digitado não constava no GPS. Foi então que o comerciante Maurício Dini Kliukas, de 40 anos, resolveu parar seu Peugeot 307 para pedir informação. No banco de trás estavam a mulher, Rosemeire Branca, e a filha. Ele não sabe se o homem que o abordou anunciou o assalto. Mas tem certeza que não reagiu. Mesmo assim, foi baleado três vezes.

Você reagiu?

Não reagi nem tentei fugir. Estava parado (na rua) e minha mulher gritou quando o assaltante colocou a arma dentro do carro pela minha janela. Quando me virei e vi a arma, posso ter tirado o pé do freio e o carro pode ter andado. Não lembro. Mas só fugi depois dos tiros (Kliukas percorreu 10 km antes de perder a consciência e capotar o carro). O criminoso atirou várias vezes. Meu carro morreu e eu o liguei para fugir.

O criminoso chegou a anunciar o assalto?

Não sei. Conversei com minha mulher e lembro que ele falou alguma coisa, mas na hora eu não entendi. Não sei se ele anunciou o assalto ou me confundiu com outra pessoa.

Quando você decidiu fugir?

Quando percebi que ele (criminoso) não iria parar de atirar. Senti minhas costas muito quentes e sabia que estava baleado. E ele também atirou no banco de trás, onde estavam minha mulher e minha filha. Ainda fomos perseguidos pelos criminosos de carro.

Como você e sua família estão?

Temos receio de sair à noite e estamos mais cautelosos. Eu ainda não tirei as três balas. Uma está no meu peito, a outra na barriga e a terceira os médicos não sabem. Preciso fazer uma tomografia para localizar.

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