Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

'Não queria tumultuar a reintegração', diz Suplicy nas redes sociais

Em publicação no Facebook, ex-senador narra como foi detido por policiais na zona oeste e agradece solidariedade de seguidores

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2016 | 12h12

SÃO PAULO - Em vídeo publicado na sua conta no Facebook, o ex-senador Eduardo Suplicy (PT), de 75 anos, explica os motivos que o levaram a ser detido durante a reintegração de posse no Jardim Arpoador, na zona oeste da capital paulista. "Quase estava para acontecer um conflito. Resolvi tomar a atitude de deitar-me", afirma. "Minha atitude era para prevenir qualquer ato de violência. Nada de querer tumultuar a reintegração de posse."

 

Candidato a vereador de São Paulo, Suplicy narra o caso, ocorrido na segunda-feira, 25, e aproveita para agradecer a solidariedade prestada por seus seguidores. "Percebi que estavam cerca de 80 ou 100 moradores daquela área, que estava por ser reintegrada, e os policiais militares avançando com a escavadeira logo atrás", diz.

O ex-senador, que também foi secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania na gestão Fernando Haddad (PT), se deitou diante dos policiais, mas foi carregado pelos agentes até uma viatura e encaminhado para o 75º Distrito Policial (Jardim Arpoador). "A oficial de Justiça fez um apelo a mim para que me levantasse espontaneamente. Eu falei: 'Não vou me levantar. Não criarei qualquer resistência, se quiserrem me levar'." 

Suplicy afirma que foi bem tratado tanto no 75º DP, onde os delegados teriam sido "muito civilizados e respeitosos", quanto pelos agentes que realizaram a detenção. "Aliás, os próprios PMs que me levaram e que haviam me carregado tiveram uma atitude de diálogo respeitoso comigo." 

Tumulto. Em nota divulgada no dia da reintegração, o governo do Estado de São Paulo lamentou a atitude de Suplicy e disse que o político se aproveitou "da fragilidade de famílias para tumultuar uma reintegração de posse em cumprimento a uma ordem judicial solicitada pela Prefeitura de São Paulo, dona do terreno". A nota, da Secretaria da Casa Civil, disse ainda que Suplicy "insistiu na obstrução da via mesmo após negociação". 

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