Werther Santana/AE
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'Não queremos dinheiro, queremos casa', diz mulher em favela

Moradores da Favela do Sapo protestam por desocupação da Prefeitura de São Paulo na região da Água Branca

Daniela do Canto, Central de Notícias,

15 de julho de 2009 | 10h39

"Eles estão oferecendo dinheiro, mas não queremos dinheiro, queremos moradia", afirmou a faxineira Sandra de Jesus, de 36 anos, moradora da Favela do Sapo, na manhã desta quarta-feira, 15. Os moradores da favela, que fica na região da Água Branca, na zona oeste, afirmam não concordar com os critérios de indenizações e benefícios da Prefeitura de São Paulo para a desocupação da área.

 

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Ainda conforme os moradores, o dinheiro oferecido pela Prefeitura - que seria de R$ 5 mil para casais com filhos, R$ 4 mil para casais sem filhos e R$ 1,5 mil para solteiros - é insuficiente para que eles consigam um lugar para morar.

 

"Com esse dinheiro é impossível. Ele vão só acabar jogando a gente para outra favela. Como eu, por exemplo. Esta é a terceira favela para a qual eu vou", disse a desempregada Cláudia dos Santos Silva, de 32 anos.

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