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‘Não possuo inimigos nem sofri ameaças’, diz pai de Isabella

Depoimento de Alexandre Nardoni, pai de Isabella, em 30 de março

15 de abril de 2008 | 02h20

O declarante no ano 2000, conheceu Ana Carolina Cunha de Oliveira, com quem manteve um relacionamento que durou dois anos e oito meses, que, desse relacionamento tiveram uma filha, Isabella de Oliveira Nardoni, a qual contava com cinco anos de idade; que, no ano de 2002 conheceu Anna Carolina Trotta Jatobá, com a qual passou a conviver maritalmente após quatro meses de namoro e oficializando o matrimonio deste ano de 2008 (...) (...) Salienta o declarante que era muito bom o relacionamento entre sua esposa Anna Carolina e Isabella, informando que ambas se adoravam (...) (...) Que, por volta das 23h10 ou 23h20, adentrou nas dependências da garagem (...), informando que seus três filhos já estavam dormindo dentro do carro; que o declarante estacionou o seu veículo (...); informa que resolveu subir primeiramente com Isabella, enquanto sua esposa aguardava-o no veículo para que pudesse auxiliá-la com as demais crianças; que subiu com Isabella no colo, abriu a porta de seu apartamento que estava trancada, acendeu as luzes do rol de entrada, da sala e do corredor e em seguida a luz do quarto de Isabella; que colocou-a na cama, cobriu-a e acendeu o abajur do quarto dela, apagando as luzes do quarto em seguida, recordando-se que retirou as sandálias de seus pés; que, a seguir, dirigiu-se ao quarto de seus filhos, que fica bem ao lado do quarto dela e preparou as camas deles (...) (...) Que dirigiu-se à janela do quarto dos meninos, a fim de fechá-la, pois encontrava-se semi-aberta e recorda-se que travou o trinco; que pôde observar que a rede de proteção da janela encontrava-se intacta (...) (...) Que durante o tempo que permaneceu no apartamento, (...) não observou nada de estranho, não ouviu qualquer barulho e não viu a vítima Isabella levantar-se da cama ou acordar (...) (...) Que subiram o elevador juntos, abriu a porta de entrada novamente, que ainda encontrava-se trancada e ambos adentraram com as crianças no apartamento (...) (...) No corredor que dá acesso aos quartos, viu que tanto a luz do quarto de Isabella quanto a do quarto dos meninos estavam acesas e ao chegar no quarto da Isabella, que fica após o quarto dos meninos, viu que esta não se encontrava na cama; que, então, com o filho no braço, adentrou no quarto dos meninos, observando que havia pingos de sangue no chão e olhou direto para a janela que estava totalmente aberta, vendo que havia um corte na tela de nylon de proteção, formando um círculo; que então dirigiu-se à janela com o filho no colo e, ao olhar pela janela, viu que sua filha encontrava-se caída lá embaixo, na grama; informa que neste momento levou um choque e passou a gritar; que as crianças se assustaram com os gritos e acordaram; que, ao observar Isabella caída, não viu ninguém perto dela; que desceu rapidamente pelo elevador social na companhia de Anna Carolina, ambos segurando os filhos no colo; que chegaram juntos ali no jardim e o declarante tentou escutar o coração da filha e chamá-la, não observando qualquer reação (...) (...) Entrou em desespero passando a gritar por socorro, pedindo para que os moradores acionassem uma ambulância (...) (...) Informa que sua esposa, Anna Carolina, ligou para a mãe de Isabella, através de seu telefone celular, e esta imediatamente se dirigiu ao local, ali chegando em instantes, antes mesmo da Unidade de Resgate (...) (...) Salienta o declarante que somente têm as chaves de seu apartamento ele e a esposa, Anna Carolina (...) (...) Depois de descer no local da queda, juntamente com sua esposa, Anna, não mais subiu ao apartamento. Não deu tempo de verificar se alguma coisa foi subtraída do imóvel. Não possui inimigos ou está sendo ameaçado por quem quer que seja. Nada fez que justificasse alguém a provocar-lhe mal desta natureza, no sentido de vingar-se de sua pessoa. (...) Quando viu a rede de proteção, não chegou a concluir que a mesma tenha sido cortada ou danificada com as mãos, observando tão somente o orifício nela provocado e que o mesmo era redondo. Não encontrou faca ou tesoura no quarto dos meninos. Na hora que olhou através da rede cortada a queda da criança lá embaixo, entrou em choque, assim como sua esposa, os dois ao mesmo tempo. Quando estavam saindo do apartamento, já tiveram a idéia de ligar para seu pai e o pai dela, sendo que Anna, então, pegou o telefone fixo que estava na sala e ligou deste telefone para as duas famílias, não sabendo esclarecer se ela conseguiu falar nesse momento com os mesmos.  Desceram juntos no mesmo elevador. Ao aproximar-se de Isabella, seu filho Pietro estava ao seu lado. Não é verdade que chegou primeiro que Anna lá embaixo. Não sabe qual foi o primeiro morador que chegou no local. Encostou a mão no peitinho de sua filha, a fim de ver se o coração estava batendo, percebendo que ele estava batendo, porém, ela não respondia. Estava vestindo uma bermuda jeans, chinelo de dedo (calça 41) e uma camiseta cinza com estampa pequena na frente e uma grande atrás. Essa camiseta encontra-se agora na casa de sua mãe. É a mesma camiseta que vestia quando esteve na Santa Casa e a mesma com a qual compareceu nesta delegacia, no período da noite, sendo, portanto, a mesma camiseta que usava quando compareceu no IML, para submeter-se aos exames requisitados pela autoridade policial.  Não reparou se o abajur do quarto de Isabella tinha sido desligado quando deu por falta dela. Em momento nenhum ouviu barulho dentro do apartamento. Acredita que a pessoa que esteve dentro de seu apartamento tenha uma cópia da chave da porta haja vista que não houve arrombamento.  Isabella era uma criança muito quieta, motivo pelo qual em momento algum pensou que ela pudesse ter caído acidentalmente da janela. Ela tem sono pesado, normalmente acordando só no dia seguinte. Seu filho menor, Cauã, costuma chorar quase todas as noites e, quando Isabella estava presente, ela nunca acordava com o choro dele.  A última discussão que teve com sua esposa foi na semana passada, em dia que não se recorda, tratando-se de uma briga rotineira de casal, não havendo agressões. Apenas em uma das brigas ocorreu agressão física, chegando Anna a dar-lhe um tapa no braço, não havendo revide de sua parte. Não faz uso de qualquer tipo de medicamento e ultimamente não fez uso de nenhum. Na casa, há uma receita dada a sua esposa, por uma médica, cuja especialidade não sabe, referente a dois medicamentos, um deles de nome Lexopran, salvo engano, e outro que não se recorda. Compraram apenas um, que era uma espécie de calmante, tendo em vista que ela pouco tem dormido por conta do choro do filho menor. Não sabe a finalidade do primeiro medicamento, esclarecendo que nem chegaram a comprá-lo. Isabella não era dada a birras, tampouco era uma criança mal-educada. Reafirma que calcula que todo o tempo que se ausentou da garagem, enquanto Anna o esperava lá, contando o tempo gasto na subida e descida pelo elevador, bem como o tempo de permanência no imóvel, foi em torno de dez minutos. Quando desceu ao local, chegando perto de sua filha, viu o porteiro indo em direção à portaria, entrando na guarita. Depois não reparou mais nele (...)  (...) Não sabe quem foi a primeira pessoa a ligar para 190 ou chamar para o resgate. Não teve a idéia de ligar de seu celular para chamar uma ambulância ou viatura no local (...)  Isabella o chamava de papai e de pai. A idéia de que alguém estivesse dentro de seu apartamento e de lá atirado sua filha (...) foi sua. Fez o comentário dessa possibilidade, de que havia alguém estranho dentro de seu apartamento, quando já estava lá embaixo. Nada mais disse nem lhe foi perguntado.

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