'Não houve telefonema, ameaças. A gente não tinha o que temer'

O homem que matou mais de 50 pessoas nos anos 1980 não tinha medo de vingança, segundo familiares e conhecidos. Cunhada de Bruno, a costureira Jane Trindade, de 42 anos, tomou café com a irmã e o ex-justiceiro na tarde que antecedeu o crime. "Ele estava bem, bastante feliz. Não tinha medo de que acontecesse nada. Nesse tempo (após ser solto), não houve telefonema, ameaças, nada. A gente não tinha o que temer", afirmou durante o velório.

O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2012 | 03h03

Também pastor, Wilson Maia, de 32 anos, teria um encontro com Bruno na manhã de ontem, para tratar de assuntos relativos à igreja. Foi surpreendido pela notícia da morte. "Não conheci o Cabo Bruno, mas o pastor Florisvaldo, que era um exemplo para mim. O que se via nele nesses últimos tempos era a felicidade de viver fora da prisão."

Mentora espiritual do ex-justiceiro e quem o converteu ao cristianismo evangélico, a dona de casa Alaíde Guimarães, de 51 anos, estava bastante emocionada. Mesmo triste, dizia que agora ele vive com Deus. "O mais importante é que saiu sem dever nada à Justiça", afirmou. "Era um homem que só pensava em vingança e, de repente, passou a resgatar vidas. Do famigerado Cabo Bruno, ele se transformou em pastor." /W.C.

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