Lucas Terribili
Lucas Terribili

‘Não houve preocupação com os vizinhos e os negócios’

Vizinha de terreno da futura linha de metrô, a chef Carla Pernambuco alerta para a degradação de área em Higienópolis

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2016 | 05h00

A chef Carla Pernambuco, do Carlota, restaurante vizinho de onde seria a Estação Angélica-Pacaembu, fez um desabafo nas redes sociais ao saber da paralisação da obra. Disse que “planejamento é fundamental” e cobrou diretamente o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ao Estado, disse que a obra vem prejudicando seus negócios e seus vizinhos.

“Toda obra tem impacto, mas o que parece é que, em nenhum momento, houve preocupação com os moradores e os negócios do entorno. A vizinhança já está sendo degradada, a partir do momento que obstruíram ruas. Há intenso tráfego de caminhões na região e um grande terreno baldio no lugar de casas”, disse a chef, também apresentadora do canal Discovery Home & Health.

“Este canto da Rua Sergipe era bucólico, com moradores e pequenos comércios. Isso acabou da noite para o dia”, conta. “Sinalizaram que a nossa rua está interditada, como se não existíssemos. Tudo isso nos trouxe uma enorme insegurança”, disse a chef, que enfatizou seu apoio ao metrô – mas com “um projeto planejado, uma obra segura e com prazos de início e término bem definidos.”

Dada a incerteza diante de prazos para retomada, ela pede outro uso para os espaços vazios. “Que se faça então uma praça para que todos possam usar e se desobstruam as Ruas Sergipe e Ceará, até que haja recursos”, pede a chef, que tem restaurante – um dos mais renomados da capital – há 21 anos. 

Outro defensor da obra é o professor de história da ópera Sérgio Casoy, de 67 anos. Seu pai mora ao lado da Estação Perdizes. “Acho fabulosa a ideia de ter uma estação tão perto.”

Mas, mostrando-se um tanto incrédulo com a paralisação, ele disse aguardar uma ação do governo. “Se a questão é a falta de dinheiro de uma empresa, façam nova licitação e chamem outra”, pede. Ocorre que a obra, uma parceria público-privada licitada em 2013, teve apenas um grupo interessado, justamente o que, agora, alega problemas de financiamento. 

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