Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Não haverá guerra do PCC no Estado, diz secretário da Segurança

Mágino classificou como "desentendimento pontual" as mortes de lideranças do PCC no Ceará e na capital. Ele não acredita que a disputa se espalhará, mas sim ficará restrita aos integrantes da facção

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 18h55

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, disse nesta sexta-feira, 23, que não acredita que as mortes de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) deflagarão uma guerra no Estado. "É evidente que há um desentendimento. Mas não acreditamos que haverá a guerra, uma guerrilha, no Estado. Os reflexos são mais ligados aos próprios integrantes da facção", disse. 

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Ele confirmou que a principal linha de investigação da morte de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, que aconteceu na noite desta quinta-feira, 22, na zona leste, aponta para uma ligação com o assassinato de lideranças do PCC na semana passada no Ceará. Mágino disse acreditar que os investigadores deverão pedir a prisão de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, ligado ao caso do Ceará.

O secretário disse ainda estar mantendo contato com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para monitorar os atos do PCC. "Tenho falado com o Lourival (Gomes, secretário da SAP) e não estamos detectando nenhum tipo de anormalidade no sistema prisional. Isso não nos causa inquietação com relação ao risco de movimentos maiores", disse. 

O titular da pasta da Segurança Pública acrescentou que o setor de inteligência e o Departamento de Investigações Criminais (Deic) estão auxiliando as autoridades cearenses a apurarem o duplo assassinato da semana passada. Sobre a morte desta quinta, ele classificou como "ação isolada" e disse que o "desentendimento pontual" não deve atingir a sociedade, mas sim ficar restrito aos membros da facção. 

Violência. Suposto líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista, Wagner Ferreira da Silva, de 32 anos, foi morto a tiros na noite de quinta-feira, 22, em frente a um hotel no Jardim Anália Franco, zona leste de São Paulo. Silva, conhecido como Waguininho ou Cabelo Duro, informou aos demais membros da facção criminosa que a morte de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, no Ceará, na sexta-feira passada,16,  havia sido uma ordem dada por Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, apontado pela inteligência da polícia como sócio de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. 

A Justiça do Ceará havia expedido mandado de prisão temporária contra ele e outras cinco pessoas. As outras pessoas suspeitas são Francisco Cavalcante Cidro Filho, José Cavalcante Cidro, Samara Pinheiro de Carvalho, Magna Ene de Freitas e Felipe Ramos Morais. Este último é apontado como o piloto do helicóptero que levou Gegê e Paca para serem mortos em Lagoa Encantada, na reserva indígena Jenipapo Kanindé, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

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