'Não há testemunha. É com base no ouviu dizer', diz defesa

Os advogados de Hussain Aref Saab e dos diretores da Brookfield dizem que a denúncia da promotoria é vaga e injustificada. O advogado Augusto de Arruda Botelho, que defende Aref, afirma que a denúncia é uma "repetição de acusações infundadas, apontando atos de corrupção que não existiram". "Não há testemunha convincente. A ação do Ministério Público é com base no ouviu dizer." Botelho diz que o pedido de prisão é "absurdo".

O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h00

O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende três executivos da Brookfield - Manoel Bayard Monteiro, Filipe Araújo Leite de Vasconcelos e Fernando Eltz -, rechaçou com veemência a denúncia. "Em primeiro lugar, a imputação constante da denúncia se apresenta vaga, não aponta elementos que a justifiquem. Em segundo lugar, quer porque ela é vaga, quer porque nada há efetivamente que comprometa os executivos, a denúncia deve ser rejeitada. Nenhuma ilicitude foi praticada por eles ou por qualquer diretor da Brookfield. Eles agiram dentro dos preceitos éticos e legais."

Sobre o pedido de prisão, Mariz de Oliveira pede para esclarecer que "a prisão cautelar já fora anteriormente pedida e negada por duas vezes". "Na verdade foi uma temporária e uma preventiva requeridas, mas em ambos os casos foi confirmado o indeferimento das prisões pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Agora, com a distribuição (do caso) para a 6ª Vara Criminal está havendo a reiteração desse pedido, que deve ter a mesma sorte dos anteriores." /A.R, F.M. e M.G.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.