'Não há reservatório no mundo que opere com risco zero', diz diretor da ANA

O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, disse que o cálculo para a regularização dos reservatórios do Sistema Cantareira foi feito considerando alguns riscos. "Trabalhamos com um nível de garantia. Com base na série histórica passada, fazemos uma projeção do futuro. E, nessa projeção, assumimos um risco pequeno, de 5%", afirmou.

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2014 | 02h04

Segundo Andreu, se a opção fosse pela garantia de 100%, seriam mantidos os 33 mil litros/s. "Mas teríamos imposto uma restrição de água que não precisaria ter sido feita ao longo desses anos todos. E, se não tivesse acontecido esse janeiro de 2014, talvez não tivesse nenhum problema."

Andreu diz que, ao assumir os riscos, foi possível ofertar um pouco mais de água. "Não há reservatório no mundo que opere com risco zero. Trabalhamos com curvas, mas não sabemos o futuro, então aceita-se um risco." Segundo ele, o cálculo foi aceito por todos os participantes do sistema.

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