Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

'Não há racionamento sistêmico', diz presidente da Sabesp

Jerson Kelman afirmou, porém, que o rodízio oficial de água não está descartado caso a seca persista em São Paulo

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2015 | 17h49

SÃO PAULO - O presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, disse nesta quarta-feira, 14, que a empresa faz restrição controlada de oferta de água para a população da Grande São Paulo mas que "não tem racionamento sistêmico" na região. Segundo ele, porém, o rodízio oficial de água não está descartado caso a seca persista.

"Aquela pessoa que não tem água em casa, com toda razão, vai dizer que há racionamento. Mas é uma minoria. Se isso acontece por mais de 24h nós precisamos corrigir. Temos que minimizar o máximo intervalo sem água. E vai acontecer de mais pessoas ficarem menos tempo sem água", afirmou Kelman em entrevista coletiva na sede da companhia, em Pinheiros, zona oeste da capital.

"Não existe situação sistêmica de racionamento. É um porcentual pequeno (de pessoas afetadas pela redução da pressão)",completou. 

Ele ressaltou que a decisão da Justiça de suspender a multa para quem aumentar o consumo de água não contesta o mérito da medida, mas é apenas uma questão burocrática envolvendo a declaração oficial de racionamento. "Estou declarando aqui que estamos numa situação de escassez hídrica. Não é porque uma pessoa tem gripe que eu tenho de declarar uma epidemia de gripe", disse Kelman, que está no cargo há 3 dias.

Segundo ele, a Sabesp pretende reduzir de 16 para 13 mil litros por segundo a retirada de água do Sistema Cantareira, o que, reconheceu, não impediria a queda do nível do manancial. Em janeiro tem entrado nos reservatórios apenas 9,5 mil litros por segundo.

Questionado sobre o limite de retirada de água do sistema, ele afirmou que a Sabesp está preparando obras para retirar 41 bilhões de litros de uma terceira cota do volume morto, a reserva profunda das represas.

Kelman disse que lançou um desafio aos técnicos da Sabesp para antecipar obras ou conseguir uma fonte de água alternativa para 2015 e afirmou que a companhia estuda captar água da Represa Billings. De acordo ele, o reservatório da Grande São Paulo tem 600 bilhões de litros, 10 vezes mais do que a capacidade atual do Cantareira, mas problemas de restrição de uso por causa da má qualidade da água. "Tem uma caixa d'água enorme que em momento de urgência pode ser utilizada", afirmou.

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