Não há provas contra Law Kim Chong, diz advogado após soltura

Miguel Pereira Neto diz que perícia em CPU do 'maior contrabandista do País' não foi feita pela polícia

da Redação

16 de março de 2008 | 17h11

A falta de provas e o fim do prazo da prisão cautelar, de 101 dias, foram os motivos para que o juiz Alexandre Cassetari concedesse um alvará de soltura neste domingo, 16, para o chinês Law Kim Chong, segundo informações do advogado de Law, Miguel Pereira Neto.   Veja também: Juiz não recebeu provas para manter Law Kim Chong na cadeia Após blitz em shopping popular, PF prende Law Kin Chong MPF denuncia Law Kin Chong por importação ilegal de produtos   Law estava preso desde novembro de 2007 no presídio Dr. José Augusto Salgado - Tremembé II, no interior de São Paulo, e aguardava apenas a chegada de um documento para ser solto.     Ele ficou preso durante 121 dias, enquanto o Ministério Público aguardava a conclusão de novas provas, incluindo a análise de uma CPU apreendida na época pela Polícia Federal e que está com Instituto Nacional de Criminalística para ser analisada.   De acordo com o advogado, após a apreensão, os proprietários das mercadorias compareceram à polícia, se identificando e solicitando a devolução da mercadoria. Ainda segundo ele, nenhum proprietário foi preso, apenas Law, acusado por descaminho, mesmo sem a comprovação de que os objetos apreendidos seriam dele.   A falta de provas no processo ajudou a extrapolar o prazo da prisão cautelar, passando dos 101 dias. De acordo com o advogado, a demora se deu por conta da necessidade do Ministério Público em obter novas provas.   Até agora, de acordo com o advogado, não há caracterização de que exista elementos para a condenação de Law.Em 2004, Chong já havia sido preso sob acusação de ser o maior contrabandista do País.   'Rei da 25'   Condenado por corrupção, o "rei da 25 de Março" ainda responde na Justiça a dois processos por contrabando e formação de quadrilha. Law foi preso em junho de 2004, depois de ser filmado tentando subornar o ex-deputado Luiz Antonio de Medeiros para que seu nome não fosse incluído no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria   Ele esteve detido em Brasília, em Guarulhos e no Instituto Agrícola de Bauru, no interior paulista. Foi colocado em liberdade em junho pelo juiz Enio Moz Godoy, da 2ª Vara de Execuções Criminais de Bauru, para cumprir pena em regime aberto.   Em novembro do ano passado, durante blitz nas obras do Shopping Pari, na zona leste de São Paulo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chamou de bandido o empresário chinês naturalizado brasileiro. "Enquanto eu for prefeito, isso aqui não abre. São Paulo quer aqui pessoas que paguem impostos e trabalhem sério. O senhor Law é um bandido, criminoso e merece ser preso", disse Kassab. Logo após a blitz, que apreendeu produtos falsificados e contrabandeados, a PF autuou o empresário em flagrante. 

Tudo o que sabemos sobre:
Law Kim Chong

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.