Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Não há prazo para conclusão de obras no viaduto que cedeu na Marginal, diz Covas

Quase uma semana após acidente, Prefeitura desconhece o motivo pelo qual estrutura cedeu; ao longo desta quarta, gestão municipal se reúne com TCM, Ceagesp, taxistas e apps de transporte

Felipe Resk e Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2018 | 09h41

O prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) afirmou que a Prefeitura de São Paulo ainda não sabe quando serão concluídas as obras no viaduto que cedeu na Marginal do Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, levando à interdição da pista expressa desde quinta-feira, 15.

"Ainda não temos nenhuma novidade em relação a prazos ou qual vai ser a remediação feita para devolver o viaduto à população", afirmou o prefeito na manhã desta quarta-feira, 21. Este foi o primeiro dia útil após o feriado prolongado da Proclamação da República e da Consciência Negra.

A cidade registrou lentidão acima da média para o horário ao longo da manhã, mas abaixo da expectativa da gestão municipal. Prefeitura esperava lentidão 30% acima da média histórica, mas segundo Covas trânsito está 20% superior ao normal. Até 500 mil pessoas podem ser afetadas pela interdição na Marginal.

A Prefeitura também desconhece o motivo pelo qual o viatudo cedeu. "Nós encontramos ontem o engenheiro que executou a obra em uma cidade do litoral e ele já está colaborando com a Prefeitura", disse Covas.

As obras no viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros  transcorrem normalmente na manhã desta quarta. Segundo um funcionário da obra, a chuva não atrapalhou o andamento do cronograma.

De acordo com o  secretário municipal de Infraestrutur  e Obras, Vitor Aly, ainda não há prazo determinado para o viaduto ser liberado para o trânsito.

Para Eduardo Barros Millen, diretor da regional São Paulo da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), o reparo da estrutura que cedeu é viável e a obra deve ser finalizada em até três meses.

Reuniões

Nesta quarta-feira, 21, há ao menos três reuniões previstas para discutir a crise na região da Marginal do Pinheiros. Entre elas, Covas devem se reunir com aplicativos de transporte para discutir tarifas especiais no período em que houver interdição.

A Prefeitura também vai conversar com o Tribunal de Contas do Município (TCM). O órgão se reúne nesta quarta para analisar detalhes das ações de emergência adotadas pela Prefeitura após a ruptura do viaduto. "Vamos verificar de forma emergencial a contratação e empresa para fazer laudo estruturante não só das 33 pontes consideradas prioritárias mas de todas as 185 pontes e viadutos da cidade."

Segundo o secretário João Octaviano Machado Neto, também haverá encontro com representantes do Ceagesp. "Vamos ver se a gente consegue concentrar 100% do abastecimento do Ceagesp pela Gastão Vidigal para evitar veículos de abastecimento na pista local da marginal", disse o titular da pasta.

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