Abrahão Hackme/ESTADÃO
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Não há decisão sobre rodízio exclusivo para o Cantareira, diz Alckmin

Segundo o governador de São Paulo, a solução definitiva para a falta de água é a integração das bacias do sistema com a do Jaguari

Gustavo Porto, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 15h02

IRACEMÁPOLIS - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou na tarde desta quinta-feira, 5, em Iracemápolis, no interior de São Paulo, que "não há nenhuma decisão" sobre a possível adoção de um rodízio de abastecimento de água exclusivo para clientes da capital paulista e da Grande São Paulo abastecidos pelo Sistema Cantareira. 

O sistema abastece mais de 6,2 milhões de pessoas, é o maior fornecedor de água para a região e ainda é o que mais sofre com a estiagem. "Essa decisão é técnica e depende de monitoramento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Não há nenhuma decisão a esse respeito", afirmou ele após a cerimônia da pedra fundamental da fábrica de automóveis da Mercedes-Benz, na cidade do interior paulista.

Alckmin citou medidas já adotadas para mitigar a crise hídrica, como o pagamento de bônus para os clientes que diminuíssem o consumo, com adesão de 81% da população, e ainda a utilização de válvulas de redução de pressão, com queda de 20% na demanda.

No entanto, segundo o governador, a solução definitiva para garantir o abastecimento é a integração das bacias do Sistema Cantareira com a do Jaguari, o que geraria uma capacidade de reservar água de 2 bilhões de metros cúbicos.

"O Cantareira com cinco represas, tem capacidade de 980 milhões de reservação. Só na represa do Jaguari a capacidade é de 1,1 bilhão."

Alckmin citou ainda outras obras previstas para reservar água na região de Campinas, que devem demorar três anos para serem concluídas e ainda a utilização da Represa Billings como auxiliar ao abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo, prevista para ocorrer "antes da seca", segundo ele.

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