'Não fiz em 10 dias. Então me deram 24 h para matar'

Jefferson Miranda deu esse depoimento à polícia: "Eu estava condenado a 20 anos por latrocínio. Tirei seis (na Penitenciária de Bauru 2), faltam 14. O crime foi em São João da Boa Vista. Nós fomos para dentro de uma casa, onde a pessoa veio a reagir e a pessoa que estava comigo atirou e matou. Há mais ou menos um mês, recebi um comunicado do Tales, que é irmão do comando (PCC), da Cohab de Carapicuíba. Ele é sintonia-geral (aquele que transmite ordens da prisão para a rua). Tinha dez dias (para matar um PM para acertar uma dívida de R$ 10 mil), mas não fiz em dez dias. Então, me deram 24 horas para fazer. Eu falei que não conhecia nenhum PM, que eu não conhecia nenhum polícia daqui (de Juquitiba). Aí ele (o Tales) pegou e disse que tinha que fazer em 24 horas. Nós sabíamos de um policial que tinha lá no mercado Palmeira (...) Só depois que eu fiz essa burrada que fiquei sabendo que era investigador (...). Eles falaram que podia ser. Depois que fiz, eu falei que tinha feito, ele (o Tales) falou que estava bom. Falou que estava tranquila minha convivência".

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2012 | 02h03

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