'Não fiquei tetraplégico por Deus. Meu amigo morreu'

Há quatro anos, eu estava de moto perto do Tucuruvi (na zona norte). Levava meu melhor amigo na garupa. De repente, um colega meu que seguia na frente brecou. Na sequência, relei na motocicleta dele, só relei. Mas a minha foi parar na contramão e, com isso, eu e meu amigo fomos arremessados. Parei debaixo de um carro e meu amigo bateu em cima. Ele teve o pulmão furado por uma costela quebrada e morreu. Eu fraturei uma vértebra da (coluna) cervical. Não fiquei tetraplégico por Deus.

O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2012 | 07h04

A pena veio depois de três anos. Achei que não daria em nada, até eu ser intimado a comparecer ao Fórum. Agora, ajudo na cozinha de um albergue três vezes por semana. Também trabalho em outro local, como promotor de merchandising.

Eu queria estar com a minha família, mas fiz novos amigos no serviço comunitário e passei a dar mais valor à vida. É uma lição de vida. Agora tenho mais responsabilidade. Ainda tenho umas 600 horas para cumprir.

Após o acidente, passei a ter contato com o irmão do meu amigo que morreu. Ele é como um irmão para mim agora.

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