'Não existe santo, mas meu filho tem raízes familiares, princípios'

Para a polícia, Raphael Guilherme dos Santos é um dos responsáveis pelos sequestros relâmpagos ocorridos desde maio na zona sul de São Paulo. Sua mãe, porém, diz ter provas da inocência do filho e alega que a prisão, na frente da namorada e do bebê deles, foi "um choque".

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2012 | 03h02

O que aconteceu?

Ele foi detido para averiguação, não é acusado de nada como estão dizendo e não tem vínculo com quadrilha. Os policiais chegaram em casa às 6h40, com mandado, e eu não me neguei a abrir porque ali ninguém deve nada. O Raphael trabalha registrado em um hospital na zona sul. Trabalha desde novinho, não deve nada.

O que seu filho disse na hora?

O meu filho ficou em choque. A namorada dele estava dormindo lá, com o neném. Foi uma coisa muito terrível. Olharam minha casa e ele (Raphael) falou: 'Mãe, pelo amor de Deus, arruma um advogado, eu não fiz nada'. E eu conheço meu filho. Não existe santo neste mundo, mas ele tem raízes familiares, tem princípios, nós demos valores para ele.

Como é o dia a dia na casa?

Aqui em casa ninguém bebe, ninguém fuma, tenho outros filhos, todos tranquilos. Meu filho de 19 anos vai fazer Engenharia ano que vem. Foi um choque.

A senhora tem provas da inocência do seu filho?

Parece que um carro foi roubado há um ano, mas ele estava trabalhando nesse dia. E eu consegui o espelho da folha de ponto dele. A gente tem tudo nas mãos. / C.H.

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