Sérgio Neves/AE
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Não existe diálogo enquanto houver greve, diz Kassab à GCM

Guardas civis estão paralisados desde a noite de 2ª; categoria pede melhoria salarial e de condições de trabalho

Carolina Freitas, Agência Estado

27 de agosto de 2009 | 18h28

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse nesta quinta-feira, 27, que não vai negociar com os servidores da Guarda Civil Metropolitana (GCM) enquanto eles estiverem em greve. Os guardas estão parados desde segunda-feira. "Não existe diálogo enquanto houver greve", afirmou o prefeito, após participar de evento do governo do Estado no Palácio dos Bandeirantes, na capital. "A manifestação da GCM é um equívoco. São demandas inadequadas para o momento."

 

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Os guardas civis exigem reajuste do salário-base da categoria, implantação de um plano de carreira e aumento do porcentual de gratificação. O envio à Câmara de um projeto de lei de autoria de Kassab para dar abono a policiais que trabalhem para a Prefeitura acirrou o embate com os guardas civis. A proposta foi aprovada na quarta pelos vereadores por unanimidade.

 

"Só falta esta: alguém achar que não podemos estabelecer convênios com a polícia", reagiu Kassab. O prefeito disse não ver relação entre o projeto de lei e as reivindicações da GCM. "São questões distintas. Negociação salarial é em outro fórum. Jamais nos negaremos a dialogar."

 

Kassab deixou claro ainda que os grevistas serão punidos. "Os funcionários da GCM têm obrigação de cumprir suas responsabilidades. Vamos exigir que cumpram e aplicar as sanções previstas em lei." O prefeito não detalhou como será a punição. Para tanto, aguarda a orientação da assessoria jurídica da prefeitura. Na terça-feira, a Procuradoria do Município pediu à Justiça que declare a greve ilegal.

 

O governador do Estado, José Serra (PSDB), negou-se a responder sobre qualquer questão fora do assunto do evento - a entrega de prêmios em dinheiro do Programa Nota Fiscal Paulista. "Eu não vou falar de mais nada porque ontem fui inaugurar a Universidade Virtual do Estado de São Paulo e não saiu nada (na imprensa) sobre a Univesp", disse. "Agora, não vou tratar de outro assunto (que não o do evento)." Serra foi prefeito de São Paulo em 2005 e deixou a Prefeitura para o vice, Kassab, para concorrer ao governo paulista.

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