HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

‘Não estamos contando com São Pedro’, diz presidente da Sabesp

Para Jerson Kelman, com economia de água e obras emergenciais, é possível chegar à próxima estação chuvosa sem decretar rodízio 

O Estado de S. Paulo

24 de março de 2015 | 22h06

SÃO PAULO - O presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, disse nesta terça-feira, 24, não estar contando com as chuvas nos próximos meses, mas com a economia de água feita pela população e com a conclusão das obras emergenciais para descartar de vez o rodízio oficial de água na Grande São Paulo.

“Não estamos contando com a boa vontade de São Pedro. Estamos, sim, contando com a boa vontade da população, com a capacidade da Sabesp de fazer obras a curto prazo, e com a compreensão de todos que poderiam atrasar essas obras, porque a população precisa de água”, disse Kelman, durante seminário sobre segurança hídrica na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


O dirigente afirmou que fez simulações pessimistas em relação às chuvas no Sistema Cantareira até o fim deste ano, 20% abaixo do registrado em 2014, o mais seco da história do manancial. Segundo ele, se a população continuar economizando água e as obras emergenciais, como a ligação da Represa Billings, do Sistema Rio Grande, com a Represa Taiaçupeba, do Alto Tietê, prevista para julho, forem concluídas dentro do prazo, é possível chegar à próxima estação chuvosa sem decretar rodízio oficial. 

“Não estamos dizendo que não vai ter rodízio, mas ele seria muito ruim. Hoje temos uma parcela muito pequena da população com sofrimento mais intenso. Já o rodízio teria que levar a uma economia maior que 30%, seria um rodízio pesadíssimo”, afirmou Kelman.

Segundo ele, a Sabesp trabalha para reduzir ainda mais a retirada de água do Cantareira. Desde o início da crise, a produção caiu 58%, de 32 para 14 mil litros por segundo. Com as obras emergenciais, o objetivo é diminuir o índice para 9 mil litros por segundo “para não deixar o Cantareira secar”.

Nesta terça, o nível do sistema subiu para 17,6% da capacidade, segundo a Sabesp, considerando as duas cotas do volume morto, a reserva profunda das represas. Na prática, o índice está negativo em 11,8%. Há um ano, ele estava positivo em 14,5%. / STEFÂNIA AKEL e FABIO LEITE

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