''Não escuto Bieber nem no inferno''

Ozzy toca em SP e diz o que fica fora de seu iPod

Roberto Nascimento, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2011 | 00h00

De óculos escuros e com o senso de humor habitual, o roqueiro veterano Ozzy Osbourne, de 62 anos, falou sobre excessos, carreira e gostos musicais à imprensa paulista na tarde de ontem. "Eu aprontei bastante, usei muita droga. E ele também", respondeu o "príncipe das trevas" quando indagado sobre as semelhanças entre sua biografia e a de Keith Richards, guitarrista do Rolling Stones, lançadas em 2010. "Tive a oportunidade de encontrá-lo algumas vezes, mas conversamos pouco. Deixo a vocês da imprensa determinarem isso", afirmou. "Somos todos loucos", completou Ozzy em português.

Ozzy está no Brasil para shows da turnê do disco Scream, lançado no ano passado. Tocou na noite de quarta-feira em Porto Alegre e, depois do show de hoje, na Arena Anhembi, seguirá por mais três cidades do País: Brasília, no dia 5, Rio, no dia 7, e Belo Horizonte, dia 9.

Quando a conversa abordou seus gostos musicais, Ozzy revelou estar atualizado. "Ouço bastante coisa nova. Eu até escutava... como é mesmo o nome dela?... Lady Gaga! Mas agora ela está chata para caramba" disse, referindo-se a Born This Way.

Quanto à outra estrela mais badalada do mundo pop, com quem Ozzy gravou um comercial para o Super Bowl recentemente, o cantor brincou: "Eu não escuto Justin Bieber nem aqui nem no inferno."

Embora seus últimos discos não se comparem à sua produção dos anos 1980 - época em que suas parcerias com o virtuoso guitarrista Randy Rhoads marcaram o heavy metal -, Ozzy disse que não pretende se aposentar tão cedo. "Não vou parar de subir aos palcos nem quando estiver morto. Quero continuar fazendo discos", disse.

Depois da trágica morte de Rhoads, em um acidente de avião, Zakk Wylde assumiu a guitarra de Ozzy. A parceria rendeu bons discos, como No More Tears, mas Ozzy o despediu em 2009. Os críticos culpam a saída pela falta de criatividade de Scream, em que Gus G o substitui.

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