Hélvio Romero/Estadão - 20.05.2014
Hélvio Romero/Estadão - 20.05.2014

'Não é uma questão sistêmica', afirma secretário da Fazenda sobre prisão de fiscais

Renato Villela apoia Promotoria, declara confiança na esmagadora maioria dos agentes e avalia que 'pequenos grupos' se corrompem

Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 12h54

SÃO PAULO - O secretário da Fazenda do governo Alckmin, Renato Villela, disse nesta quinta-feira, 13, que "apoia as ações do Ministério Público". Promotores prenderam um delegado tributário, um agente fiscal e um fiscal por suspeita de recebimento de propina no valor de R$ 1,2 milhão.

Villela defendeu a importância de uma atuação conjunta com órgãos de controle e fiscalização e ressaltou que a própria Secretaria da Fazenda já atua nesse sentido.

"Qualquer grande corporação, qualquer grande organização, tem que ter sempre essa preocupação e abertura com os órgãos de controle no sentido de verificar suas atividades", afirmou Villela. "Apoiamos no que for necessário, nos envolvendos nas ações porque é atribuição do Ministério Público, mas sempre que necessário, sempre que nos for solicitado, estamos passando informações. A própria Secretaria da Fazenda tem essa forma de atuação."

O que mais preocupa o secretário é a preservação da imagem do numeroso quadro de agentes fiscais do ICMS, quatro mil em São Paulo.

Ao falar sobre a prisão de um delegado tributário, um agente fiscal e um fiscal, na manhã desta quinta-feira, 13, o secretário da Fazenda assinalou: "são casos excepcionais. É evidente que eles têm uma conotação, valores grandes, mas posso assegurar que a esmagadora maioria dos fiscais de São Paulo são pessoas sérias, que continuam merecendo o nosso respeito e o nosso crédito."

Ele destacou seus tempos de secretário da Fazenda do Rio. "Posso testemunhar que os fiscais são pessoas de grande respeito, integram corporações de respeito pelo Brasil inteiro, tanto do ponto de vista técnico, como do ponto de vista do trabalho com técnicas modernas de fiscalização. É um grupo dedicado. Mas, como em todo grande grupo, é possível que algum desvio aconteça."

O secretário reiterou sua confiança irrestrita no quadro de fiscais e rechaçou a hipótese de que a corrupção atingiu um estágio avançado. "É importante dizer que (os fiscais) continuam contando com a nossa absoluta confiança, com o nosso apoio. Apesar de poder haver alguma interpretação em contrário, nossa visão é que não se trata de uma questão sistêmica. São questões pontuais, de pequenos grupos que veem oportunidade de fazer esse tipo de ação."

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