''Não chama ao vivo que estamos caindo''

Flávio Perez, REPÓRTER DA ''RÁDIO ELDORADO'' DESDE 2002

, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2010 | 00h00

São geralmente 40 minutos de voo pelas principais avenidas de São Paulo, com flashes ao vivo sobre o trânsito em todas as regiões. Ontem, por causa da chuva, voltaríamos um pouco antes para o Campo de Marte. No meio do caminho, senti que havia um problema. Foi tudo muito rápido: em 20 segundos, o piloto começou a descer na Tiradentes. Como estava combinado que eu entraria no ar em alguns minutos, peguei o comunicador e liguei para o técnico Carlos Amaral na redação: "Carlos, não me chama ao vivo agora que o helicóptero está caindo."

Sou repórter aéreo há mais de um ano e, na hora, não senti medo. O Soares (piloto) foi extremamente preciso, pousou numa avenida supermovimentada e não causou acidentes. Com o impacto no chão, caí por cima dele, mas nenhum de nós se machucou. Como estávamos na frente de uma escola e de um ponto de ônibus, as pessoas logo começaram a se aglomerar em volta, fizeram de tudo para tentar ajudar. Lembro de um senhor religioso falando o tempo todo: "Meu filho, foi Deus quem salvou você!" Acho que a ficha só vai cair mesmo quando eu colocar a cabeça no travesseiro.

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