'Não basta assistir, é preciso participar', afirma pedagoga

Os Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo são escolas plurais, que devem ensinar não apenas o currículo básico da educação, mas também os conceitos de arte, esporte e cidadania para um público que vai do zero aos cem anos.

O Estado de S.Paulo

08 Julho 2013 | 02h04

Esse conceito, defendido pela coordenadora do curso de Pedagogia da PUC-SP, Maria Stela Graciani, prevê transformar o aluno no protagonista de sua formação. "E em todas as áreas de conhecimento. Isso inclui o teatro, a música, a dança. Não basta assistir, é preciso participar", afirma Maria Stela.

A pedagoga aprova o resgate original do modelo educacional dos CEUs, que considera prioritário, mas ressalta que essa linha de trabalho não impede que o governo leve também as peças consagradas aos bairro da periferia de São Paulo, onde ficam as unidades dos centros educacionais. "Contratar espetáculos populares de forma esporádica, para aproximar os artistas da periferia, é bom, ninguém vai dizer o contrário. Mas, sem dúvida, não basta como modelo de educação. A expressão artística deve ser trabalhada no contexto da comunidade", afirma.

Segundo a Prefeitura, o projeto pedagógico dos CEUs prevê que filmes, teatros e eventos culturais sejam ações articuladas com as aulas, que façam parte do currículo.

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