‘Não abro nem para o papa’

A Rua José Carlos Toledo de Piza, que já foi conhecida como a "rua do medo", é uma das mais emblemáticas nas disparidades sociais do Morumbi. A via dá acesso à Avenida Giovanni Gronchi para a comunidade de Paraisópolis. A economista Denise Albuquerque, de 30 anos, que é moradora da via, afirma que foi assaltada de carro há um ano na esquina de casa, quando chegava de vidro aberto. "Sempre estou com o vidro fechado, em estado de alerta, mas acabei me distraindo."

O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2014 | 02h03

Denise conta que já morou em dez lugares diferentes de São Paulo e o Morumbi é o local em que se sente menos segura. "Tento não ficar neurótica ao mesmo tempo em que tento me proteger", diz. Ela espera que os quatro novos prédios que a rua está ganhando deixem a região mais tranquila. "Acho que dará mais segurança."

Ladeirão. Em outra rua do bairro, nem todo o aparato de segurança impediu que a casa onde trabalha a empregada doméstica Edna Ferigato, de 63 anos, fosse assaltada. "Tem câmera, cerca elétrica e guarda na rua, mas, quando meus patrões estavam saindo, foram assaltados", diz. Edna mora no Jabaquara, zona sul, e afirma que não deixa a casa dos patrões depois das 18h. "Saio às 16h. Se for liberada depois disso, prefiro dormir aqui. É muito perigoso", diz ela por interfone. "Não abro nem para o papa", afirma a empregada doméstica. / G.S.D., ESPECIAL PARA O ESTADO

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